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Tag: apostas

O que precisa ser dito

É arrecadação que o governo quer? As bets estão entregando

9/09/2025
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Segundo o primeiro relatório semestral do SIGAP (Ministério da Fazenda), divulgado em agosto,17,7 milhões de brasileiros realizaram apostas no 1º semestre de 2025. No perfil, 71% são homens, 28,9% mulheres e 27,8% têm entre 31 e 40 anos. O setor reportou R$ 17,4 bilhões em GGR (receita bruta do jogo: total apostado menos prêmios pagos), com gasto médio de R$ 983 por apostador ativo no semestre — cerca de R$ 164/mês.

Pelo lado fiscal, o governo informa que a arrecadação das empresas de apostas somou aproximadamente R$ 3,8 bilhões em tributos federais no semestre (IRPJ, CSLL, PIS/Cofins e contribuições previdenciárias). Além disso, as destinações sociais previstas em lei (12% do GGR) totalizaram R$ 2,14 bilhões. Houve ainda R$ 2,2 bilhões em outorgas de autorização e cerca de R$ 50 milhões em taxas de fiscalização. Esses números ajudam a dimensionar o impacto fiscal direto do mercado regulado.

É muito? É pouco? Depende do recorte. A média de R$ 164/mês por apostador não descreve toda a distribuição (há quem gaste bem menos e quem gaste mais). Também não se confunde GGR com “dinheiro perdido”: em mercados regulados, o RTP (Return to Player) costuma ficar acima de 90% nas apostas esportivas e entre 93% e 97% em slots, o que significa que parte substancial do valor apostado retorna como prêmio ao longo do tempo; o GGR é justamente a diferença — os R$ 17,4 bilhões no semestre. (RTP é expectativa de longo prazo, não garantia individual.)

Outro ponto estrutural é a regulação: com 2025 marcando a plena vigência das regras, o governo reporta fiscalização ativa (como o bloqueio de 15.463 páginas ilegais desde 2024) e diretrizes de jogo responsável (autolimites, educação em riscos, autoexclusão e cooperação com plataformas). Transparência e enforcement são partes do desenho regulatório — e devem seguir em aperfeiçoamento.

Em síntese: os dados indicam escala (17,7 milhões de apostadores), gasto médio relativamente baixo (cerca de R$ 5,50/dia) e relevância fiscal (bilhões em tributos, destinações sociais e outorgas). Isso não significa que “tudo bem” apostar indiscriminadamente; significa que o debate qualificado precisa considerar receitas públicas, retorno aos jogadores (RTP), medidas de proteção e a distribuição real de gastos, evitando tanto o alarmismo quanto a defesa automática do setor. Apostar não é investimento; é entretenimento — e políticas de jogo responsável devem ser tratadas como core de marca, não apenas obrigação legal.

 

Daniel Costa e Silva é jornalista e diretor de Relacionamento com o Ministério da Fazenda da Lindau Gaming Brasil, colaborador especial do Relatório Reservado.

#apostas #Bets

Regulação

Um Lorenzoni é o porta-voz das bets em Brasília

16/12/2024
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Atende pelo nome de Pietro Cardia Lorenzoni um dos mais ativos lobistas do jogo no Brasil. Diretor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias, Lorenzoni tem circulado com desenvoltura em Brasília, notadamente junto ao STF, para brecar os pedidos de inconstitucionalidade da Lei 14.790/2023, a “Lei das Bets”. Leva a diversos gabinetes alentados números sobre a geração de empregos e de tributos provenientes da atividade de apostas esportivas. E o fato de ser, como o sobrenome sugere, filho de Onyx Lorenzoni, ex-ministro de Jair Bolsonaro, não lhe tem fechado qualquer porta no governo Lula.

#apostas #Lei das bets

Política

SAF de Gusttavo Lima também está na mira da Justiça

25/09/2024
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As investigações contra o cantor Gusttavo Lima, acusado de integrar um esquema criminoso de apostas ilegais, respingam no seu diversificado cardápio de negócios. Há informações de que a Justiça de Pernambuco apura também o possível uso do Paranavaí para lavagem de dinheiro. Em fevereiro deste ano, o músico comprou 60% da SAF do clube de futebol paranaense, assumindo o controle da empresa. Desembolsou, à época, R$ 3 milhões. É muita ponta amarrada a outra ponta amarrada a outra ponta. A patrocinadora do Paranavaí é o site de apostas Vai de Bet, peça central nas investigações sobre o suposto esquema. Gusttavo Lima era o “embaixador” da plataforma de bets. Mas seu papel, de acordo com as investigações, foi muito além de mero garoto-propaganda. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, no último mês de julho Lima comprou 25% da Vai de Bet.

#apostas #Gusttavo Lima #SAF

Negócios

Alguém aposta que Ronaldo Fenômeno deixaria esse negócio passar? 

22/08/2024
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A “holding” Ronaldo Nazário pode pisar em um novo – e escorregadio – gramado. O ex-atacante tem sido abordado por um grupo de investidores do setor de apostas para tê-lo como sócio de uma plataforma de bets esportivas. Um possível impeditivo seria o fato de Ronaldo ser sócio de um clube de futebol, o Valladolid, da Espanha. Mas fenômeno que é fenômeno tira de letra eventuais conflitos de interesse. O controle do Valladolid – e também da SAF do Cruzeiro, vendida em abril deste ano – não impediu Ronaldo de ser o embaixador da Betfair, uma das maiores casas de apostas do mundo.

#apostas #bets esportivas #Ronaldo Fenômeno

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