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Mineração
A Belo Sun retomou os estudos técnicos do Projeto Volta Grande, para a extração de ouro às margens do Xingu, no Pará. Em jogo, um investimento da ordem de R$ 1 bilhão em uma das maiores jazidas auríferas ainda não exploradas do Brasil. São 116 milhões de toneladas e uma vida útil estimada de 17 anos. A intenção da mineradora canadense é iniciar a instalação da infraestrutura física no primeiro trimestre de 2027. A produção em escala comercial viria a partir de 2029. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas todos esses prazos dependem da capacidade da companhia de conseguir superar os obstáculos judiciais, ambientais e políticos que cercam o investimento. Executivos da Belo Sun têm mantido interlocução com a governadora do Pará, Hana Ghassan Tuma, sucessora de Helder Barbalho, e com assessores do ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira na tentativa de destravar o empreendimento. Volta Grande é um dos projetos minerários mais controversos do Brasil. A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará já emitiu e reemitiu a Licença de Instalação, válida até 2029. Tamanha presteza, no entanto, tem esbarrado no Ministério Público Federal. O MPF questiona a competência do governo do Pará para conduzir o licenciamento, defendendo que o processo deveria ficar sob responsabilidade do Ibama devido aos impactos sobre terras indígenas e sobre o rio Xingu, de responsabilidade federal. Organizações indígenas e ambientalistas também acusam a Belo Sun de não ter realizado consultas prévias adequadas às comunidades afetadas. Denunciam uso de cianeto, riscos associados à barragem de rejeitos e os impactos cumulativos com a Usina de Belo Monte – a mina está localizada a apenas 20 km da hidrelétrica.
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