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A recente unificação das unidades Arezzo, Schutz, Vans e Hering debaixo do mesmo guarda-chuva vai além de uma mera mudança no organograma da Azzas 2154. Há outros ajustes organizacionais em estudo. A lógica é condensar verticais de negócio e concentrar poder decisório, o avesso do que se viu logo após a criação da empresa, há dois anos, a partir da fusão entre a Arezzo e o Grupo Soma. Trata-se de uma boa dose de mea culpa. Dentro da companhia, há o reconhecimento tácito de que a estrutura anterior não entregou o que prometia. Ao juntar as unidades de Shoes & Bags (Arezzo, Schutz, Vans) e Basic (Hering), a Azzas 2154 pretende reduzir camadas intermediárias e redesenhar o fluxo de decisões. O modelo mantido até então expôs fragilidades que a arquitetura descentralizada não conseguiu absorver. A captura de sinergias ficou aquém da expectativa do mercado. O redesenho é também uma resposta direta aos resultados decepcionantes da companhia: no terceiro trimestre do ano passado, as verticais Shoes & Bags e Basic registraram queda de receita, respectivamente, de 5,6% e 4,2% na comparação com igual período em 2024.
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