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Roberto Jatahy vira o jogo na Azzas 2154
28/04/2026Aos olhos do mercado, Roberto Jatahy, um dos sócios da Azzas 2154, foi o grande vencedor das recentes mudanças na gestão anunciadas pela companhia. Ao assumir o comando da operação de moda feminina, Jatahy reforça sua posição no centro de gravidade decisória do grupo, exatamente no território onde construiu sua reputação e seu poder, à frente do antigo Grupo Soma. Não é um detalhe. Trata-se do conjunto de marcas que concentra boa parte da identidade e da geração de valor da companhia, como a Farm. Em bom português: o empresário volta a mandar no que conhece. Há todo um contexto que alimenta a interpretação do mercado de que Jatahy virou o jogo dentro da Azzas 2154. A disputa de poder entre o empresário e seu sócio Alexandre Birman quase implodiu a própria fusão entre o Grupo Soma e a Arezzo que deu origem à criação da nova holding. A reorganização recente funciona, portanto, como a confirmação do armistício. Birman mantém o comando institucional do grupo, mas Jatahy retoma o controle do seu núcleo duro.
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Azzas unifica negócios e concentra poder após resultados decepcionantes
19/02/2026A recente unificação das unidades Arezzo, Schutz, Vans e Hering debaixo do mesmo guarda-chuva vai além de uma mera mudança no organograma da Azzas 2154. Há outros ajustes organizacionais em estudo. A lógica é condensar verticais de negócio e concentrar poder decisório, o avesso do que se viu logo após a criação da empresa, há dois anos, a partir da fusão entre a Arezzo e o Grupo Soma. Trata-se de uma boa dose de mea culpa. Dentro da companhia, há o reconhecimento tácito de que a estrutura anterior não entregou o que prometia. Ao juntar as unidades de Shoes & Bags (Arezzo, Schutz, Vans) e Basic (Hering), a Azzas 2154 pretende reduzir camadas intermediárias e redesenhar o fluxo de decisões. O modelo mantido até então expôs fragilidades que a arquitetura descentralizada não conseguiu absorver. A captura de sinergias ficou aquém da expectativa do mercado. O redesenho é também uma resposta direta aos resultados decepcionantes da companhia: no terceiro trimestre do ano passado, as verticais Shoes & Bags e Basic registraram queda de receita, respectivamente, de 5,6% e 4,2% na comparação com igual período em 2024.
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A ordem na Azzas 2154 é “tirar o couro” da divisão de bolsas e calçados
1/10/2025Rafael Sachete, que deixou o posto de CFO da Azzas 2154 e foi alçado ao comando da divisão de calçados e bolsas, recebeu carta branca para fazer uma ampla reestruturação do negócio. Segundo informações de fonte próxima à companhia, Sachete vai rever linhas de produto, mexer na logística e, sobretudo, cortar, cortar e cortar custos. Sua missão é resgatar as margens de uma operação importante – responde por um terço do faturamento da Azzas 2154 – e, ao mesmo tempo, estagnada. Desde a megafusão entre Arezzo e Grupo Soma, é a unidade de negócio que menos cresce. A própria ascensão do financista Sachete para dirigir a divisão de calçados e bolsas tem como objetivo dar uma chacoalhada nas expectativas do mercado em relação ao grupo. A divulgação dos resultados do segundo trimestre foi uma ducha de água gélida entre os investidores. Desde a primeira semana de agosto, quando os números foram apresentados, a Azzas perdeu 26% do seu market cap.
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Desavenças entre acionistas contaminam gestão da Azzas 2154
24/03/2025Executivos da Arezzo e da Soma respiram aliviados com as notícias sobre o iminente rompimento da fusão entre as duas empresas, somente oito meses após a associação. Quem participa do dia a dia da gestão da Azzas 2154, a holding prestes a ser desfeita, classifica o ambiente corporativo como insalubre, por conta dos rotineiros embates entre os empresários Alexandre Birman e Roberto Jatahy. Segundo uma fonte, as discussões acaloradas em reuniões se tornaram comuns.
De acordo com a fonte do RR, Birman e Jatahy passaram a desautorizar decisões um do outro, deixando executivos do grupo sem saber a quem atender. Um exemplo da dessintonia: março já caminha para o fim e até o momento o plano de investimentos da companhia para 2025 não estaria totalmente fechado. E o mais provável é que o desenlace societário se dê no mesmo diapasão, com rusgas e desentendimentos.
Conforme informou o Valor Econômico, Birman tem procurado fundos de private equity para comprar a participação de Jatahy na Azzas 2154. Jatahy, por sua vez, já deixou claro que só sai com um prêmio de controle nas alturas. Procurada, a Azzas não se manifestou até o fechamento desta matéria.