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A chinesa Meituan, que iniciou uma operação-piloto no litoral de São Paulo na semana passada, pretende lançar mão de uma política agressiva de descontos no Brasil. Na partida, rentabilidade deverá ser a última das preocupações da companhia. A prioridade é fisgar clientes das grandes plataformas de delivery que já atuam no país. A questão é saber até onde vai essa agressividade. Na China, a empresa foi acusada de praticar preços abaixo de linha de cintura e de operar deliberadamente com prejuízo para aumentar sua base de consumidores cadastrados. Parece ter dado resultado. A Meituan concentra hoje mais de 70% das entregas de alimentos em seu país. Essa supremacia significou o fechamento de uma série de plataformas de delivery de atuação regional, que não aguentaram a concorrência. Não é exatamente o caso do Brasil: aqui os chineses vão ter de enfrentar o iFood, uma espécie de Meituan do mercado brasileiro, com quase 80% de market share. Ao que tudo indica, o Cade vai ter trabalho.
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