A exemplo do STF, sucessão no TCU mostra a tibieza do governo

Política

A exemplo do STF, sucessão no TCU mostra a tibieza do governo

  • 25/03/2026
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A declaração feita ontem pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, de que não há data para a escolha do novo ministro do TCU escancarou o que já se dizia à boca miúda no Congresso: o governo não tem votos suficientes para assegurar a eleição do seu candidato, o deputado Odair Cunha (PT-MG). Na mão contrária, a oposição avança nas articulações para fisgar a cadeira do Tribunal de Contas. A base bolsonarista trabalha pelo nome do deputado Helio Lopes, o Helio Negão, (PL-RJ). Aliado de carteirinha do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lopes anunciou a mudança do seu domicílio eleitoral para Roraima com o objetivo de disputar a eleição para o Senado. Mas o que se diz nos gabinetes do Congresso é que ele topa sair da disputa se tiver assegurado seu posto vitalício no TCU. Outro nome que desponta pelo lado da oposição é a deputada Adriana Ventura (Novo-SP). O fato é que, para o Palácio do Planalto, a sucessão de Aroldo Cedraz no Tribunal de Contas lembra o script da escolha do substituto de Luis Roberto Barroso no STF. A demora na sabatina de Jorge Messias se deve também à falta de votos no Senado para assegurar sua nomeação à Suprema Corte.

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