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O governo Zema e os funcionários da Cemig estão em rota de colisão. Lideranças sindicais pressionam pela demissão de Leonardo George de Magalhães da presidência da Forluz, o fundo de pensão dos colaboradores da estatal. As cobranças se dão, inclusive, dentro do conselho da fundação. Os sindicalistas miram em Magalhães para acertar, sobretudo, no próprio Zema. O entendimento entre eles é que o executivo foi estrategicamente colocado no cargo pelo governador mineiro como um “quinta coluna”, ou seja, para trabalhar internamente em favor dos interesses da mantenedora, a Cemig, e contra pleitos dos beneficiados do fundo de pensão. Ressalte-se que Magalhães carrega em seu currículo uma trajetória de mais de três décadas na empresa de energia, sendo os últimos cinco anos no posto de CFO. O pano de fundo da queda de braço entre sindicalistas e Zema é o contencioso entre a Forluz e a Cemig. O fundo de pensão briga na Justiça contra a própria estatal, de quem cobra R$ 912 milhões referentes ao equacionamento do déficit de 2022 do seu Plano A. Em maio, o juiz Ricardo Sávio de Oliveira, da 1ª Vara de Fazenda Pública, concedeu liminar obrigando a Cemig a depositar o valor em juízo. Poucos dias depois, o TJ-MG derrubou a decisão.
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