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Quanto mais o governador Romeu Zema fala na privatização da Cemig, menos o mercado acredita que o negócio vai sair – ao menos não nos dois anos que lhe restam de mandato. O novo modelo apresentado por Zema para a desestatização da empresa mais confundiu do que animou os investidores.
Usando a Eletrobras como inspiração, o governo mineiro quer transformar a Cemig em uma public company, sem controle definido, com o estado mantendo 17% do capital. Até aí, tudo bem.
Mas, na semana passada, Zema mencionou a possibilidade de transferência da participação remanescente do estado para a União, no âmbito da renegociação da dívida de Minas Gerais. A hipótese de ter o governo federal como sócio – ainda mais este governo federal – causa urticária nos players do setor elétrico. A própria Eletrobras que o diga. No mercado, já há, inclusive, quem enxergue que tudo não passa de um blefe de Zema. Ciente de que dificilmente a Assembleia Legislativa aprovará a privatização da Cemig, o governador estaria jogando para a galera. E, ao mesmo tempo, valorizando o ativo para o caso de uma eventual transferência integral do controle da companhia para a União em troca do perdão de um pedacinho da dívida mineira.
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