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24.08.17
ED. 5690

O encontro das águas turvas

Com uma dívida estratosférica e dois sócios citados na Lava Jato – Wilson Quintella Jr. e BTG Pactual – a Estre Ambiental parece ter escolhido a dedo o seu novo e incensado parceiro, a norte-americana Avenue Capital Group. A companhia de investimentos nova-iorquina carrega seus próprios escândalos, apimentados por relações incestuosas com alguns dos nomes mais poderosos da América. Na imprensa dos Estados Unidos, espocam suspeições sobre os negócios do fundador da gestora, o americano de origem marroquina Marc Lasry, com o atual presidente Donald Trump no setor imobiliário e em cassinos de Atlantic City.

Lasry é republicano quando precisa e democrata quando as circunstâncias pedem. A proximidade com o casal Clinton sempre gerou ilações sobre trocas de favores de parte a parte, principalmente depois que Chelsea, filha de Bill e Hillary trabalhou no Avenue Capital Group, de 2006 a 2009. Ressalte-se que Larsy foi um generoso doador para a campanha da ex-primeira-dama à Casa Branca.

Mas nada disso importa muito para Wilson Quintella Jr. e BTG. O que interessa mesmo é a oportunidade de se associar a uma holding com ações negociadas na Nasdaq. E jogar a dívida de R$ 1,5 bilhão para uma nova casca empresarial, com sede em Caymann.

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06.06.17
ED. 5634

Venda da Estre Ambiental é um rio contaminado pela Lava Jato

O empresário Wilson Quintella Filho tem duas prioridades cruciais neste momento: desvencilhar-se da Lava Jato, que insiste em arrastá-lo para o seu redemoinho, e encontrar um comprador para a Estre Ambiental, uma das maiores empresas privadas de saneamento do país. A primeira questão interfere decisivamente na segunda. Interessados na companhia existem. Segundo o RR apurou, há canais abertos de negociação com a espanhola Acciona e a canadense Brookfield.

A mexicana Pasa, que no ano passado esteve muito perto de se associar à Estre, ainda corre por fora. No entanto, mais do que a elevada dívida, que já estaria na casa de R$ 1,5 bilhão, a pressão dos bancos credores e os maus resultados da companhia, o maior entrave à venda do controle vem de outra direção. Todos os resíduos e dejetos da Estre Ambiental parecem escoar para um único local: Curitiba.

O turbilhão da Lava Jato ameaça invadir a Estre dos mais diversos lados. Pode vir dos depoimentos de Fabio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa e ex-gestor do FI-FGTS, ao qual a companhia solicitou um aporte de R$ 500 milhões, que acabou não se realizando; ou de uma eventual delação do próprio Eduardo Cunha, o condutor dos passos de Cleto, a quem, digamos assim, recomendou que aprovasse a capitalização da empresa. O maior risco, no entanto, está dentroda própria Estre: o BTG, importante sócio da companhia, com 27,4% do capital.

Os persistentes rumores de que André Esteves já teria feito um acordo de delação premiada calam fundo em Wilson Quintella. É por ali que um veio de lama pode invadir os reservatórios da Estre. Enquanto a venda não sai e o fantasma da Lava Jato espreita à porta, a Estre Ambiental acumula prejuízos.

Até o momento, a empresa não divulgou os resultados de 2016, mas é pouco provável que tenha conseguido estancar a sangria dos anos anteriores: as perdas somadas entre 2013 e 2015 passaram dos R$ 800 milhões. O passivo, por sua vez, teria superado a marca de 3,5 vezes o Ebitda. Wilson Quintella Filho quer distância desta água barrenta. Por todos os motivos.

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 O acordo que a Pasa, do México, está costurando com a Estre Ambiental é mais rigoroso do que o habitual em contratos dessa natureza, notadamente no que diz respeito aos antecedentes da empresa brasileira. Os mexicanos exigem o direito de cancelar a fusão, sem qualquer ônus, caso a companhia seja chamada a responder por algum eventual ilícito do passado. O motivo da cautela da Pasa atende pelo nome de Lava Jato. Citada nas investigações, a companhia controlada pelo BTG e pelo empresário Wilson Quintella prestou serviços de coleta e tratamento de lixo à Petrobras entre 2010 e 2014, período no qual teria amealhado mais de R$ 700 milhões. Em dezembro do ano passado, não custa lembrar, a PF chegou a fazer uma operação de busca e apreensão no escritório da Estre em São Paulo. Procurada, a empresa não quis se pronunciar sobre o assunto.

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12.09.16
ED. 5452

Saneamento

 Há mais um ativo na prateleira do BTG. O banco colocou à venda sua participação de 27% na Estre Ambiental . • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: BTG.

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11.02.16
ED. 5304

Estre Ambiental é um copo cheio de impurezas

  Acusação de sonegação de impostos da ordem de R$ 110 milhões pelo Ministério Público Federal em São Paulo, cadeira cativa na Operação Lava-Jato, queda de receita, prejuízos, alto endividamento. A água da Estre Ambiental é imprópria para consumo humano. O empresário Wilson Quintella vê o que já foi um dos maiores grupos privados de serviços ambientais do país se evaporar sem encontrar uma solução para a encruzilhada em que o negócio se encontra. Uma parte expressiva dos contratos de concessão vence nos próximos 12 meses. A dívida de quase R$ 2 bilhões exige novos aportes de capital no curto prazo. De “dentro de casa”, o dinheiro dificilmente virá. A Angra Partners, dona de 8% do capital, não está disposta a colocar mais recursos na Estre e dá sinais de que quer pular fora do negócio. O BTG, então, nem se fala. Neste momento, o banco, que detém 32% da companhia, mal consegue ajudar a si próprio. Quintella foi buscar uma saída da porta para fora da empresa. Nos últimos meses, vem tentando fisgar um novo investidor, até o momento sem sucesso. As recentes gestões com a GP Investments e a espanhola GS Inima, que comprou recentemente ativos de saneamento do grupo OAS, esbarram na intransigência do empresário, que quer permanecer no negócio como um acionista relevante e tomar conta da gestão.  Wilson Quintella não se dá por vencido. Cria do ex-rei da soja, o falecido Olacyr de Moraes, de quem foi sócio na Constran – posteriormente comprada pela UTC (incrível como as águas da Lava-Jato sempre se encontram em algum ponto) –, o empresário já virou o jogo diversas outras vezes na vida. Às vezes, quando o jogo sequer havia começado. Do zero construiu uma holding na área de saneamento e serviços ambientais com 17 centros de tratamento de resíduos no Brasil, Argentina e Colômbia e faturamento de R$ 2,5 bilhões ao ano. Mas hoje as circunstâncias lhe são cada vez menos favoráveis. O alívio poderia vir do fundo FIFGTS, ao qual a Estre Ambiental solicitou um aporte da ordem de R$ 500 milhões. No entanto, o processo está parado no conselho curador do Fundo desde 2014 e não há qualquer previsão para ser concluído, ainda mais com a Lava-Jato no encalço da Estre e de Quintella.  A empresa Estre Ambiental não retornou ou não comentou o assunto.

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 A Estre Ambiental, que recebeu um novo aporte do BTG, estaria negociando a compra de uma participação na Águas do Brasil. A holding reúne 13 concessões de saneamento no Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas. Procurada, a Águas do Brasil garante que não está à venda. * A Estre não nos respondeu quando perguntada sobre a negociação.

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22.05.15
ED. 5126

A invasão chinesa deságua também no setor de saneamento

 A invasão chinesa deságua também no setor de saneamento. Um grupo de investidores asiáticos seria candidato a  compra de uma participação na Estre Ambiental.

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29.07.14
ED. 4923

Estre Ambiental

 As negociações entre o empresário Wilson Quintella, controlador da Estre Ambiental, e um fundo ligado a George Soros viraram água. Resultado: mesmo com o apoio financeiro do BTG Pactual, Quintella já saiu em busca de um novo sócio para a companhia.

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16.05.14
ED. 4872

O Grupo Macri articula a compra de uma participação

 O Grupo Macri articula a compra de uma participação na Estre Ambiental. O RR entrou em contato com a Estre, que garantiu não estar em negociações com os argentinos. Está feito o registro. Mas, segundo fontes próximas ao próprio empresário, não é de hoje que Wilson Quintella Filho busca um sócio para a companhia. Talvez pelo cansaço é que esteja disposto a comprar o risco de se associar aos argentinos, que já tiveram uma passagem nada positiva pelo setor de saneamento no Brasil.

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