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A chinesa Shein, gigante do varejo de moda, planeja abrir uma loja temporária no Rio no primeiro trimestre de 2023. Outros três pontos de venda no formato conhecido como pop ups também, deverão ser instalados ao longo do ano. As lojas físicas provisórias ocupam um espaço estratégico no plano de ocupação no mercado brasileiro: servem como chamariz na captação de clientes para o e-commerce, esse, sim, o bilionário canal de vendas da Shein. No mercado, a estimativa é que os chineses já faturam mais de R$ 2,5 bilhões no país. Em conversa com o RR, Felipe Feistler, general manager da Shein no Brasil, confirmou que a empresa espera lançar quatro lojas pop ups em 2023.
A Mileto Motors, autotech brasileira fundada pelos investidores Alexandre e Felipe de Oliveira, vem mantendo conversações com dois fundos de venture capital internacionais – informação confirmada ao RR pela própria companhia. As negociações giram em torno de um aporte de capital para acelerar o projeto da empresa de lançar o primeiro carro elétrico desenvolvido no Brasil. A startup pretende colocar um modelo no mercado já no ano que vem.
Assunto relevante que aguarda pelo futuro ministro da Defesa, José Múcio, e pelo novo comandante do Exército, general Júlio César Arruda: o governo da Colômbia já fez chegar a assessores de Lula a intenção de discutir um plano de ação conjunta entre as Forças Armadas dos dois países para combater uma dissidência do “Exército de Libertação Nacional” (ELN) que está atuando na região de fronteira. Essa espécie de spin-off da organização guerrilheira associou-se a narcotraficantes e garimpeiros ilegais. O governo do presidente Gustavo Petro quer costurar um acordo de paz com o ELN e conta com a participação do governo Lula nas tratativas – conforme o RR informou. Porém, no caso da dissidência que atua na divisa entre os dois países, não há acordo possível.
Da parte da OAB não há pressa alguma para votar a lista sêxtupla de onde sairá o nome do futuro ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A calculada lentidão empurrará para o governo Lula a escolha do substituto de Emmanoel Pereira na Corte. A sucessão do ministro ganha ainda mais importância devido à já manifesta intenção do presidente eleito de rever pontos da reforma trabalhista. A indicação de um nome mais alinhado ao futuro governo serviria também como um balanceamento diante da recente nomeação da juíza trabalhista Liana Chaib para o TST. Tida como uma jurista mais simpática ao presidente Jair Bolsonaro, Liana teve o apoio do ministro do STF, Kassio Nunes, o mais “bolsonarista” dos integrantes da Suprema Corte.
Os sindicalistas, ao que tudo indica, vão dominar o futuro Ministério do Trabalho. Além da nomeação de Luiz Marinho como titular da Pasta, Jefferson Coriteac está cotado para assumir a Secretaria do Trabalho. Trata-se de um nome da cota do deputado Paulinho da Força, do Solidariedade. Coriteac, que faz parte do comitê de transição, é um dos fundadores do partido e braço direito do sindicalista. Na esteira do apoio de Paulinho da Força ao governo Temer, foi secretário especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário em 2017 e 2018.
Há um burburinho no mercado de que a Cogna Educação estuda um novo programa de recompra de ações – o atual, com duração de 12 meses, se encerra em 15 de fevereiro de 2023. Mesmo com a reaquisição dos papeis pela Tesouraria, a cotação em bolsa acumula uma queda de 22% nos últimos 12 meses, o que justificaria a continuidade do enxugamento do free float. Some-se a isso o fato de que a recompra das próprias ações pode ser um bom negócio para a Cogna no médio e longo prazo. A volta ao Lula ao Poder traz junto a promessa de retomada do Fies e de um salto nos papéis das empresas de educação.
Há uma sensação de desencanto no grupo de políticos do PSB e de antigos companheiros do PSDB que apoiaram a participação de Geraldo Alckmin no governo do PT. O sentimento é de que o vice-presidente foi escanteado. Alckmin entrou cotado para acumular o Ministério da Fazenda. Não aconteceu. Ficou, então, de indicar o ministro. Não indicou. Restou colaborar na montagem da equipe econômica, mas, até agora, nenhum nome anunciado entra na sua cota. Antes, Alckmin havia sido cogitado também para ministro da Defesa. Bulhufas. Ainda há vários ministérios a serem preenchidos. Mas, tirando Planejamento, Saúde, Educação ou alguma grande estatal, o resto é xepa. Vai acabar sobrando para o vice o papel de poste. Pois bem, em que pesem as diferenças entre ambos, lembrai-vos de Michel Temer: vice-presidente maltratado nunca dá certo.
O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) vai se reunir daqui a pouco para bater o martelo sobre o calendário de pagamento do abono salarial. Segundo o RR apurou junto a um dos membros do colegiado, há uma divisão sobre o tema. Uma parte do Conselho é simpática à proposta feita pelo Ministério da Economia para a realização dos pagamentos de fevereiro a julho. No entanto, representantes da classe trabalhadora fazem pressão pela repetição do calendário deste ano, com a liberação dos recursos entre janeiro e março. De acordo com a mesma fonte, auxiliares de Lula também têm trabalhado junto a integrantes do Codefat para que os pagamentos sejam feitos nos três primeiros meses do ano. O dinheiro do abono é visto como fundamental para movimentar a economia no período. Mais de 22 milhões de brasileiros que têm direito ao benefício aguardam pela definição ansiosamente.
O futuro ministro da Justiça, Flavio Dino, estuda medidas com o objetivo de combater o grave problema da superlotação dos presídios no Brasil. Uma das principais propostas sobre a mesa é a criação de centros de reabilitação para presos que cometeram pequenos delitos. Essas unidades seriam construídas dentro de complexos penitenciários federais, em áreas isoladas e aparteadas dos demais presos. Elas teriam o apoio de ONGs especializadas em acompanhamento psicológico e na capacitação de mão de obra para auxiliar na ressocialização dos presos. O projeto seria conduzido em parceria com os governos estaduais, que concentram a maior parte dos presídios do país.
A iniciativa é inspirada no programa prisional norte-americano, notadamente nas penitenciárias do Texas. O estado, curiosamente um dos mais conservadores dos Estados Unidos, é tido como aquele que vem apresentando os melhores índices de recuperação e reintegração de detentos à sociedade no país. No caso específico do Brasil, além de pavimentar a reintegração dos detentos à sociedade, um dos objetivos principais é evitar que presos de menor risco acabem sendo cooptados por facções criminosas dentro das cadeias. O PCC, por exemplo, é notório pela sua capacidade de arregimentar e treinar novos integrantes nos próprios presídios.
A ideia entre os integrantes do comitê de transição de Justiça e segurança pública é realizar, ainda no primeiro semestre de 2023, um mapeamento dos presos de baixa periculosidade, tanto em presídios federais quanto estaduais – o trabalho ficará a cargo do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), vinculado à Pasta da Justiça.
Números já compartilhados pelo Ministério da Justiça com o grupo de trabalho comandado por Flavio Dino mostram o tamanho do caos. Hoje, o Brasil tem um déficit de aproximadamente 210 mil vagas. São mais de 800 mil detentos em todo o país. Uma das questões mais graves, que vai além dos poderes do Ministério da Justiça, é o elevado número de encarcerados ainda à espera de julgamento. Quatro entre dez detentos do país não foram condenados. Segundo projeções do Conselho Nacional de Justiça e do Depen, na marcha atual o Brasil pode chegar a 1,5 milhão de presos em 2025.
O fundo norte-americano Lone Star avalia medidas jurídicas para evitar a transferência do controle da sucroalcooleira Atvos ao fundo Mubadala. A operação conta com o apoio dos principais bancos credores da empresa, entre os quais BNDES e Banco do Brasil. Toda a negociação tem sido conduzida à margem da Lone Star, atual controlador da fabricante de açúcar e etanol. O fundo norte-americano tem uma relação conflituosa com os bancos desde que assumiu a Atvos, graças a uma decisão judicial, em dezembro de 2020.
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