05.04.18

Uma frequência exclusiva contra o crime organizado

Em meio à intervenção federal no Rio, está em gestação um projeto visto pelas Forças Armadas como peça importante no mosaico de ações para o combate ao crime organizado. O pano de fundo é a concessão da faixa de 700 MHz programada pela Anatel para o segundo semestre deste ano. Há estudos, ainda preliminares, para que parte da frequência seja reservada para uso das forças de segurança federais e estaduais. As conversações envolvem o Exército, o Ministério da Segurança Pública e o Ministério das Comunicações, além do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Na prática, a iniciativa daria aos órgãos da área de Defesa um novo espectro de comunicação na faixa 4G, com tecnologia mais avançada e principalmente, um grau ainda maior de segurança na troca de informações, sobretudo entre os serviços de Inteligência do Exército e das polícias estaduais. Para além da questão específica e premente do Rio de Janeiro, a medida permitiria o aperfeiçoamento do sistema de defesa contra crimes cibernéticos. Os estudos apontam para a possibilidade de que o projeto seja implantado por meio de acordo com uma operadora privada de telefonia. No entanto, o modelo visto com melhores olhos pelo Exército passa por uma parceria com a Telebras, o que evitaria o compartilhamento de informações extremamente sensíveis e estratégicas fora da estrutura de governo.

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