MAK empurra Oncoclínicas contra a parede em takeover camuflado

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MAK empurra Oncoclínicas contra a parede em takeover camuflado

  • 15/04/2026
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A Oncoclínicas diz ao mercado que “avalia alternativas”. Na prática, não tem nenhuma. O fracasso das negociações com Fleury e Porto apenas escancarou o que já era evidente nos bastidores: a companhia perdeu poder de barganha e passou a negociar sob pressão crescente de seus próprios credores e acionistas. Nesse vácuo, a MAK Capital assumiu o controle da mesa. O fundo americano vem escalando sua ofensiva para forçar o management da Oncoclínicas a aceitar os termos da sua proposta – na prática, um takeover envernizado com uma camada de aporte de capital. Em carta recente, a gestora classificou a situação da companhia como “crítica” e deixou claro que qualquer aporte está condicionado a uma reconfiguração profunda da governança, incluindo a troca do conselho de administração. O pacote ofertado pela MAK, de até R$ 500 milhões, impõe cláusulas que implicam tomada de controle. A proposta alternativa estruturada via FIDC, com cessão de recebíveis, funciona como um instrumento adicional de pressão: injeta liquidez no curto prazo, mas amarra ainda mais a empresa a condições duras de financiamento.  O timing joga a favor da blitzkrieg da MAK e da “rendição” da Oncoclínicas. Mesmo com a decisão cautelar da Justiça proferida na última segunda-feira, que a protege da cobrança de dívidas, a rede de clínicas segue com o caixa pressionado e graves dificuldades de honrar compromissos do dia a dia.

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