Após dobrar o TCU, desafio do governo é vender a Regis Bittencourt

Infraestrutura

Após dobrar o TCU, desafio do governo é vender a Regis Bittencourt

  • 15/04/2026
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Destravar o edital de relicitação da BR-116/PR/SP, a Régis Bittencourt, junto ao TCU foi o trecho mais “fácil” dessa estrada. Agora o governo dedica-se à missão mais complexa: atrair interessados para o leilão. Segundo o RR apurou, o Ministério dos Transportes mapeou três candidatos potencialmente mais fortes: EcoRodovias, Motiva (ex-CCR) e Monte Rodovias. A primeira venceu recentemente o primeiro leilão rodoviário federal do ano, o da Rota das Gerais, com um agressivo desconto de 19% da tarifa. Por sua vez, a Motiva já anunciou ter como estratégia mais agressiva investir em rodovias com elevada demanda e próximas a grandes centros urbanos, caso exatamente da Regis Bittencourt. O desafio do governo aumenta pelas circunstâncias. Marcado para 23 de julho, o leilão ocorrerá às vésperas de uma campanha eleitoral e com um cenário internacional inflamado, sobretudo, pelas bombas que caem sobre o Irã. A Régis Bittencourt reúne um conjunto de fatores que elevam a complexidade da concessão: alto volume de tráfego pesado, histórico recorrente de judicialização, elevado índice de acidentes e forte pressão por investimentos em Capex. A isso se somam as exigências do novo edital, que prevê cerca de R$ 7,2 bilhões em investimentos ao longo do contrato, incluindo duplicações, implantação de faixas adicionais, melhorias de segurança e modernização da infraestrutura operacional — um pacote que eleva significativamente a barreira de entrada para potenciais interessados.

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