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Agronegócio
Os estudos do governo para criar um subsídio à compra de enxofre – informação antecipada pelo RR (Leia aqui) – refletem o esgotamento da principal estratégia adotada até aqui para enfrentar a crise de abastecimento: encontrar novos fornecedores internacionais para a indústria brasileira de fertilizantes. Uma força-tarefa integrada pelo Itamaraty, Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério de Minas e Energia e BNDES passou as últimas semanas tentando abrir novos canais de importação do insumo. O diagnóstico foi desalentador. Diante do desequilíbrio global entre oferta e demanda, a resposta recorrente dos potenciais fornecedores foi a mesma: não há disponibilidade de produto. O revés dessa ofensiva forçou o governo a mudar de abordagem. Há diferentes alternativas em análise. A principal delas envolve o aproveitamento do Profert (Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes), projeto em tramitação no Congresso que prevê a criação de um fundo de estímulo ao setor, segundo informou ontem o AgFeed. Uma das hipóteses discutidas é alterar temporariamente a destinação desses recursos, transformando o mecanismo em um fundo de apoio à produção nacional de fertilizantes fosfatados durante o período de escassez do enxofre. Outra possibilidade é criar instrumentos de compensação que reduzam o custo de aquisição da matéria-prima pelas indústrias.
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