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A Fundição Tupy desponta como um exemplo didático do quanto é nocivo um governo que insiste em “estatizar” empresas privadas. Nos últimos 15 dias, a companhia perdeu 19% do seu valor de mercado, ou R$ 600 milhões, por conta da manobra da Previ e do BNDESPar que culminou na saída do atual CEO, Fernando Rizzo. No mercado, a operação foi vista como uma interferência direta da gestão Lula na Tupy. Há informações, inclusive, de que o próximo passo será um aumento do número de cadeiras no Conselho para abrigar um número maior de indicados dos dois principais acionistas, exatamente Previ e BNDES, ou seja, em última linha o próprio governo. O fundo de pensão e o braço de participações do BNDES, que juntos detêm 53% do capital, praticamente impuseram a fórceps nomeação de Rafael Lucchesi para o comando da Tupy a partir de 1º de maio. Fundos de investimento minoritários da empresa, a exemplo de Charles River, Real Investor, 4UM Investimentos e Organon Capital, se opuseram à mudança, mas foram voto vencido.
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