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Destaque

Acionistas da Fundição Tupy articulam coalizão contra ingerências do governo

7/01/2026
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A Fundição Tupy está tendo seus dias de Vale, ao menos no quesito governança. Fundos estrangeiros e nacionais vêm se articulando nos bastidores na tentativa de blindar a companhia das seguidas interferências do governo, que busca manejar os condões da gestão por intermédio da BNDESPar e da Previ. A reação é liderada pela Charles River. A gestora de Camilo Marcantonio tem buscado a adesão de outros acionistas para alterar o estatuto da Tupy. Já teria o apoio da Trígono Capital, dos investidores Werner Roger e Frederico Mesnik. Um ponto crucial é a mudança das regras estatutárias para a eleição dos integrantes do conselho de Administração e da diretoria. Charles River, Trígono e outros acionistas buscam diluir o peso do governo no board. Uma das ideias é restringir nomes que ocupem cargos públicos ou tenham vinculação partidária. Outra proposta aventada é aumentar o número de conselheiros independentes de dois para três ou até quatro. Os fundos cogitam também requerer a exigência de quórum qualificado no board para temas sensíveis, como alterações de regras de governança (independência, comitês, conflitos) e aprovação de reorganizações com potencial de mudança de controle. O desafio dos investidores é costurar uma “frente ampla” societária capaz de conquistar maior poder de voto e de veto no conselho. Charles River e Trígono, por exemplo, somam apenas 15% do capital. Do outro lado desse campo minado, BNDESPar e Previ detêm, juntas, 57% da Tupy. Procuradas pelo RR, Charles River e Trígono não se pronunciaram.
Se, na Vale, os movimentos mais agudos de ingerência da gestão Lula bateram contra um muro, vide a frustrada tentativa de nomeação de Guido Mantega para o conselho da mineradora, na Tupy a história tem sido diferente. O governo tem usado a BNDESPar e a Previ como aríetes para impor seus interesses na empresa. O caso mais recente se deu no mês passado com a decisão do braço de participações do BNDES de indicar o ministro da Defesa, José Múcio, como seu representante no conselho da Tupy. Em 2023, já havia ocorrido algo similar quando a BNDESPar aninhou no board da companhia Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, Vinicius Marques de Carvalho, titular da CGU, e Carlos Lupi, então ministro do Trabalho. Outro abalo sísmico na governança da Tupy ocorreu em março do ano passado, quando o governo conseguiu emplacar Rafael Lucchesi, então presidente do conselho do BNDES, no cargo de CEO da empresa.

#BNDESPar #Fundição Tupy

Empresa

O teste da governança na Fundição Tupy está apenas começando

12/06/2025
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As primeiras manifestações do economista Rafael Lucchesi como CEO da Fundição Tupy causaram ruído entre fundos acionistas da empresa. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Lucchesi disse que a companhia esteve perto de quebrar e foi salva pelo BNDES e pela Previ, seus dois maiores acionistas. Aos investidores a declaração soou como uma defesa do banco e do fundo de pensão feita sob encomenda. Mais do que isso: foi como se, nas entrelinhas, o executivo dissesse “quem manda são eles e pronto”. É mais um capítulo das tensões societárias na Tupy. Lucchesi chegou à empresa pisando em um campo minado. A repentina demissão de seu antecessor, Fernando Rizzo, colocou em xeque a governança da empresa. A saída de Rizzo, respeitado no mercado, e a escolha de Lucchesi, até então presidente do Conselho do BNDES, foram interpretadas pelos investidores como uma interferência direta do governo na gestão da companhia.

#Fundição Tupy

Empresa

Um novo embate societário à vista na Fundição Tupy

14/04/2025
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Um grupo de investidores da Fundição Tupy, encabeçado pela tríade 4UM Investimentos, Charles River e Organon Capital, está arregimentando o apoio de outros minoritários com o objetivo de eleger um representante no Conselho de Administração. Segundo informações filtradas pelo RR, esse bloco já reúne o equivalente a 15% da companhia. É mais um movimento na queda de braço entre acionistas da Tupy e o governo. No início do mês, Previ e BNDESPar, que juntas detêm 53% do capital, forçaram a substituição do CEO da empresa, Fernando Rizzo, pelo economista Rafael Lucchesi, atual presidente do Conselho de Administração do BNDES. A mudança foi recebida pelos minoritários da Tupy como uma interferência direta do governo Lula na gestão da companhia.

#Fundição Tupy

Empresa

Quem paga as perdas sofridas pelos acionistas da Fundição Tupy?

31/03/2025
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A Fundição Tupy desponta como um exemplo didático do quanto é nocivo um governo que insiste em “estatizar” empresas privadas. Nos últimos 15 dias, a companhia perdeu 19% do seu valor de mercado, ou R$ 600 milhões, por conta da manobra da Previ e do BNDESPar que culminou na saída do atual CEO, Fernando Rizzo. No mercado, a operação foi vista como uma interferência direta da gestão Lula na Tupy. Há informações, inclusive, de que o próximo passo será um aumento do número de cadeiras no Conselho para abrigar um número maior de indicados dos dois principais acionistas, exatamente Previ e BNDES, ou seja, em última linha o próprio governo. O fundo de pensão e o braço de participações do BNDES, que juntos detêm 53% do capital, praticamente impuseram a fórceps nomeação de Rafael Lucchesi para o comando da Tupy a partir de 1º de maio. Fundos de investimento minoritários da empresa, a exemplo de Charles River, Real Investor, 4UM Investimentos e Organon Capital, se opuseram à mudança, mas foram voto vencido.

#Fundição Tupy

Empresa

A difícil tarefa de blindar a Fundição Tupy das interferências do governo Lula

17/02/2025
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Fundos de investimento minoritários da Fundição Tupy estão se insurgindo contra as ingerências do governo na empresa. Há, desde já, uma articulação visando à eleição do Conselho de Administração, no segundo semestre, na tentativa de reduzir a presença direta da gestão Lula na companhia. A Tupy não é a Vale, mas a mão do governo também pesa sobre ela. E sem intermediários. Os ministros da Previdência, Carlos Lupi, e da Igualdade Racial, Anielle Franco, têm assentos no board – seus mandatos vão até agosto. Por maior que seja a reação dos fundos de investimento, vai ser difícil confrontar o governo. Juntos, BNDES e Previ detêm 53% do capital da Tupy. No restante, o capital da companhia é bastante pulverizado: o terceiro maior acionista individual é a Trígono Capital, com 10%. Procurada pelo RR, a Tupy não se manifestou.

#Fundição Tupy #Lula

Empresa

Fundição Tupy só tem olhos para a América

18/05/2023
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A Fundição Tupy planeja, para este ano, o grande passo do seu processo de internacionalização: a compra de um ativo nos Estados Unidos. A empresa já avalia alguns fabricantes de componentes de ferro fundido locais. A existência de uma operação industrial nos Estados Unidos daria suporte ao acordo firmado entre a Tupy e fabricantes de caminhões pesados norte-americanos, um negócio da ordem de R$ 650 milhões em receita/ano. A primeira entrega de componentes está prevista para o ano que vem e, a princípio, seria atendida pelas operações da empresa no México.

#Fundição Tupy

Negócios

A grande marcha da Fundição Tupy rumo à China

27/02/2023
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O RR tem informações de que a Fundição Tupy planeja se instalar na China. Entre os cenários contemplados pela companhia, o caminho mais provável é uma joint venture com um grupo local. Como se não bastasse o gigantesco mercado chinês, a operação funcionaria também como uma cabeça de ponte para acessar outros países da Ásia. Seria o movimento mais agudo no plano de internacionalização da empresa, que já possui fábricas no México e em Portugal. A Tupy, que tem como principais acionistas BNDESPar e Previ, é um raro exemplo de um grupo brasileiro verdadeiramente multinacional: aproximadamente três quartos da sua receita são provenientes de vendas fora do Brasil. 

#BNDESPar #Fundição Tupy #Previ

Negócios

Fundição Tupy parte para aquisições internacionais

28/12/2022
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O RR apurou que a Fundição Tupy pretende deslanchar, a partir do ano que vem, um plano de aquisições no exterior. A empresa mira a América Latina. A Tupy já tem duas fábricas no México, além de uma unidade de produção em Portugal. Ressalte-se que a empresa está prestes a “ganhar” dois importantes acionistas: a volta do PT ao poder reduz consideravelmente a probabilidade de o BNDES e a Previ, donas de 50% do capital, venderem suas participações na companhia – movimento ensaiado pelo banco de fomento e pelo fundo de pensão há pelo menos dois anos. 

#BNDES #Fundição Tupy #PT

Tupy or not Tupy

8/08/2022
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A Fundição Tupy planeja entrar na China. Seria o grande salto no projeto de internacionalização da empresa, que tem fábricas próprias no México e em Portugal.

Em tempo: a BNDESPar, maior acionista da Tupy, com 28%, começa a achar que está na hora de fazer dinheiro com esse ativo. Apenas nos últimos quatro meses, o valor de mercado da companhia subiu 43%.

#BNDESPar #Fundição Tupy

O RR crava de novo

5/02/2020
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Após deixar o capital da Kepler Weber – conforme o RR antecipou em 26 de agosto do ano passado –, a Previ prepara a venda da sua participação na Fundição Tupy. Tomando-se como base apenas o valor de mercado, o quinhão do fundo de pensão está estimado em aproximadamente R$ 1 bilhão.

#Fundição Tupy #Kepler Weber #Previ

Acervo RR

Aço derretido

28/09/2018
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As bruscas oscilações dos papéis da Fundição Tupy têm alimentado informações de que Previ e BNDES estariam preparando uma venda conjunta das suas ações em mercado. Nointervalo de dois meses, a ação saiu de R$ 17, ricocheteou nos R$ 24 e cedeu para R$ 19, com uma disparada no volume de negócios.

#Fundição Tupy

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