Porto eleva exigências à Oncoclínicas para mitigar “Risco Master“

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Porto eleva exigências à Oncoclínicas para mitigar “Risco Master“

  • 20/03/2026
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A negociação entre a Porto e a Oncoclínicas é revestida de camadas adicionais de salvaguardas e cláusulas de proteção. Segundo uma fonte a par das tratativas, a seguradora está impondo um rigoroso conjunto condicionalidades para fechar o aporte de R$ 1 bilhão na empresa de medicina. No centro das exigências está o reforço das chamadas cláusulas de Material Adverse Change (MAC). Na prática, a Porto busca garantir o direito de desistir da transação caso haja deterioração relevante nas condições financeiras, operacionais ou reputacionais da Oncoclínicas até o fechamento do negócio. O escopo dessas cláusulas inclui, segundo apurou o RR, eventuais desdobramentos de investigações que possam atingir a companhia, direta ou indiretamente. Há ainda a previsão de mecanismos de indenização e retenção de recursos. Parte do valor a ser aportado pela Porto poderá ficar vinculada a contas de garantia (escrow), funcionando como colchão para eventuais perdas futuras decorrentes de passivos não mapeados. É o que, à mesa de negociações, é chamado informalmente de mitigação do “Risco Master”. Até o ano passado, o banqueiro Daniel Vorcaro era um dos principais acionistas da Oncoclínicas, com quase 15% do capital. Consultada pelo RR, a Porto limitou-se a reencaminhar o fato relevante já divulgado ao mercado, com os detalhes financeiros da operação. Perguntada especificamente sobre as condicionalidades impostas para fechar o negócio, a empresa não se manifestou. Também procurada pelo RR, a Oncoclínicas não se pronunciou até o fechamento desta matéria.

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