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Lula encomendou ao ministro chefe da Casa Civil, o cada vez mais poderoso Rui Costa, que alinhe com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, um balanço das ações do banco em 2024, segundo apurou o RR junto a uma fonte nas cercanias do Palácio do Planalto. O levantamento deverá conter também projeções para este ano. Costa, um dos críticos da comunicação do governo, avança menos nesse terreno do que gostaria porque no meio do caminho existe uma pedra chamada Janja.
No caso do BNDES, há um consenso de que o banco deve ser um dos pilares da divulgação dos atos do governo. No entanto, Mercadante parece esconder as ações da agência de fomento. O incômodo de Costa é maior porque a Casa Civil, responsável direta pelo PAC, associa a tímida performance do BNDES à percepção geral de que o programa de obras avança pouco.
O banco é o financiador natural das obras governamentais, principalmente as inacabadas. Existe ainda outro motivo, de ordem subliminar, para que Mercadante coloque a boca no mundo e diga a que veio. Com o avanço do mercado de capitais como principal financiador dos empreendimentos no setor real da economia, há o sentimento de que a crescente exposição dessa nova ordem pode fortalecer a campanha contra a própria razão de ser do BNDES.
O BNDES não é o único alvo de Rui Costa. O ministro tem pedido para que cada Pasta apresente um balanço dos seus resultados. O refogado a ser feito com esses números ainda terá de ser discutido com a nova chefia da Secom. Os dados poderão ser apresentados em bloco pelo presidente, isoladamente pelos ministros ou diretamente na mídia como uma grande prestação de contas, entre outras hipóteses.
A participação de Lula na comunicação deve ser considerada pule de 10. Até porque sua ausência poderia levar a interpretações que turvariam a iniciativa.
Em tempo: de uma forma ou de outra, tudo passará pela “primeira-ministra informal”, Janja. Que jeito? Por enquanto, é ela quem define os rumos da comunicação. O “segundo primeiro-ministro”, Rui Costa, fica com uma função espelhada no antigo chefe da Casa Civil, José Dirceu: cobra, articula e conspira. Isso até que Lula supere a letargia em que se encontra. Ou não. Por ora, aguardemos o que o BNDES tem a mostrar.
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