Buscar
Agronegócio
O novo ministro da Agricultura, André de Paula, assumiu o cargo, semana passada, com as tradings de commodities agrícolas bufando na porta do seu gabinete. As grandes empresas do setor pressionam o governo pela flexibilização das regras de fiscalização fitossanitária. O impasse ganhou dimensão nas últimas semanas, com impacto direto sobre a logística de exportação. O endurecimento da política de “tolerância zero” adotada pelo Ministério da Agricultura, a partir de exigências impostas pela China, provocou um efeito cascata nos portos. Há cerca de dez dias, 22 navios carregados com soja ficaram parados simultaneamente em portos brasileiros à espera de certificação sanitária. Algumas tradings, como a Cargill, chegaram a suspender a compra do produto. O Ministério já afrouxou um tiquinho das rédeas, ao devolver às empresas privadas um papel maior na coleta de amostras para certificação. No entanto, as tradings alegam que as normas para a liberação da autorização de embarque ainda estão na fronteira do “incumprível”. Nesse caso, a solução do problema passa por Brasília, mas, sobretudo, por Pequim. A China, destino de 70% das exportações brasileiras de soja, elevou o nível de exigência após sucessivas reclamações envolvendo contaminação por sementes de ervas daninhas.
Todos os direitos reservados 1966-2026.