Fusão fracassada com GSI expõe desavenças entre acionistas da Kepler Weber - Relatório Reservado

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Fusão fracassada com GSI expõe desavenças entre acionistas da Kepler Weber

  • 5/03/2026
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A frustrada tentativa de fusão entre a Kepler Weber e a norte-americana GSI não se deveu apenas a desavenças com a Grain & Protein Technologies (GPT), controladora desta última. O que se diz no mercado é que a operação teria esbarrado também em divergências entre os próprios acionistas da empresa brasileira, a família Heller e a Trígono Capital. Nos bastidores da negociação, a falta de sintonia entre os dois investidores teria se acentuado nas semanas finais do processo. Há informações de que a GPT defendia um desenho societário ainda mais profundo para a operação, que poderia culminar no fechamento de capital da Kepler Weber, com a sua saída do Novo Mercado. A Trígono Capital, dona de 15,3% da empresa, era aliada na viabilização da transação. A proposta, no entanto, encontrou resistência relevante entre os Heller, detentores de 11,5% do capital. No entendimento da família, que historicamente mantêm ligação com a trajetória da Kepler Weber, o fechamento de capital reduziria significativamente a liquidez do investimento e concentraria ainda mais o poder de decisão nas mãos do novo controlador. Agora, porém, essa discussão já é página virada, assim como a fusão com a GSI, que criaria um grupo com mais de 40% da estrutura privada de armazenamento de grãos do Brasil sob o seu guarda-chuva. Com o colapso das negociações, a questão que passa a ocupar o radar do mercado é outra: como será a convivência entre os Heller e a Trígono, que demonstraram visões distintas sobre o futuro da companhia.

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