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Kepler Weber e GSI: quem vai mandar na maior empresa de silos das Américas?

17/11/2025
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Há um ponto nevrálgico ainda em aberto nas tratativas para a fusão entre a Kepler Weber e a norte-americana GSI. O impasse envolve a participação que os dois principais acionistas da companhia brasileira, a Trígono Capital, e a família Heller, terão – ou não terão – no capital e na gestão do novo grupo. Ambos parecem chegar à mesa de negociações dispostos a seguir caminhos diferentes. No mercado, há informações de que a Trígono enxerga no M&A uma janela para reduzir ou mesmo alienar integralmente a sua posição acionária – a gestora detém 15,3% da Kepler Weber. Por sua vez, os Heller, donos de 11,5% das ações, pretendem não apenas se manter no negócio como ter uma presença acionária relevante e uma atuação proeminente no management da nova empresa. Têm como trunfo o próprio tamanho das duas companhias no mercado brasileiro: a Kepler Weber é cinco maior do que a GSI no país.
A posição da Trígono adiciona uma camada de tensão às negociações. Se a gestora aproveitar o M&A como rampa de saída – seja por um cash-out total, seja por uma redução relevante da participação –, isso altera o equilíbrio interno entre os sócios brasileiros remanescentes e a GSI. A depender de como a operação for estruturada, a família Heller pode sair da fusão com menos poder relativo. Não por acaso, o que se diz no mercado é que as tratativas com os norte-americanos têm passado não apenas pelo preço – a oferta não vinculante da GSI prevê o pagamento de R$ 11 por ação da Kepler Weber -, mas por um debate intenso sobre estrutura de governança. Nos últimos dias, surgiram, inclusive, informações no mercado de que a GSI estaria disposta a fechar o capital da nova empresa.
Consultada, a Trígono não quis comentar o assunto. Por sua vez, em contato com o RR, a Kepler Weber informou que “Não há qualquer decisão ou deliberação relacionada à venda de participações acionárias por parte de acionistas relevantes”. A empresa afirma que até o momento “firmou apenas um acordo de exclusividade não vinculante, conforme divulgado nos Fatos Relevantes de 4 e 10 de novembro de 2025. Todas as informações disponíveis sobre esse movimento estratégico estão integralmente refletidas nesses comunicados, e qualquer evolução sobre o tema será prontamente informada ao mercado e aos investidores, em linha com as práticas usuais de governança e com a Resolução CVM nº 44/21”. Perguntada sobre a possibilidade de fechamento de capital da nova companhia, a Kepler Weber disse ao RR que “não há definição quanto à estrutura da Potencial Transação, motivo pelo qual não é possível especular sobre eventuais ofertas públicas (OPA) ou mudanças no status de companhia aberta”.
O que está em jogo nas negociações entre os acionistas da Kepler Weber e da GSI – a norte-americana Grain & Protein Technologies (GPT), por sua vez controlada pelo fundo American Industrial Partners (AIP) – é o quadro de forças do que pode vir a ser um dos maiores conglomerados de armazenamento agrícola das Américas. Juntas, as duas empresas passariam a ter 42% da estrutura logística privada para a estocagem de grãos no Brasil, um grupo com faturamento superior a R$ 2 bilhões.

#GSI #Kepler Weber

Kepler Weber na mira da AGCO

21/09/2021
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Corre no mercado que a norte -americana AGCO, uma das grandes fabricantes mundiais de implementos agrícolas, está fazendo uma nova investida para a compra da Kepler Weber. Em 2017, o grupo lançou uma oferta para a aquisição das participações do BB e da Previ, à época acionistas da fabricante de silos. No entanto, a operação foi questionada pela CVM, e a AGCO acabou retirando a proposta. Hoje, qualquer tratativa para a compra da Kepler Weber passa obrigatoriamente pela Tarpon, dona de 25,8% das ações. Outros acionistas de peso são a família Heller e o BNDES, respectivamente, com 11,4% e 6,5%. Procuradas, Kepler Weber, Tarpon e AGCO não se pronunciaram.

#AGCO #CVM #Kepler Weber #Tarpon

Fintechs da Tarpon

26/10/2020
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Uma fonte do RR que mantém um pé na Tarpon garante que a gestora prepara uma pescaria de fintechs. A empresa vive uma espécie de risorgimento depois dos sérios prejuízos que sofreu com a BRF. Recentemente, comprou uma participação na Kepler Weber e investiu R$ 160 milhões na Agrivalle, fabricante de insumos biológicos.

#Kepler Weber #Tarpon

O RR crava de novo

5/02/2020
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Após deixar o capital da Kepler Weber – conforme o RR antecipou em 26 de agosto do ano passado –, a Previ prepara a venda da sua participação na Fundição Tupy. Tomando-se como base apenas o valor de mercado, o quinhão do fundo de pensão está estimado em aproximadamente R$ 1 bilhão.

#Fundição Tupy #Kepler Weber #Previ

BB e Previ ensaiam saída da Kepler Weber

15/01/2019
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O Banco do Brasil já mantém conversações com a Previ para a venda conjunta de suas ações da Kepler Weber. O banco e o fundo de pensão detêm 35% do capital da empresa, maior fabricante de silos da América Latina. Em um mero exercício, tomando-se como base apenas o atual valor de mercado da Kepler, o quinhão da dupla vale algo como R$ 130 milhões. A operação poderá se dar por meio de uma venda direta ou por intermédio de um leilão em bolsa. Ressalte-se que no ano passado a norte-americana AGCO – uma das maiores fabricantes de implementos agrícolas do mundo – lançou uma oferta para comprar as participações do BB e da Previ. No entanto, a operação foi suspensa pela CVM.

#Banco do Brasil #Kepler Weber

A intrigante sucessão na Kepler Weber

3/09/2018
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A escolha do novo CEO da Kepler Weber, Piero Abbondi, deixou os fundos de investimento que coabitam o capital da companhia bastante intrigados. Os minoritários da fabricante de silos se perguntam se o Conselho de Administração não poderia ter tido o cuidado de optar por outro nome, nem que fosse para evitar as interpretações enviesadas que agora circulam entre os investidores. Até o início deste mês, Abbondi comandava a operação sul-americana daGSI, controlada pela AGCO – gigante mundial do setor de máquinas e equipamentos agrícolas.

Trata-se exatamente do mesmo que grupo que, no ano passado, lançou uma oferta pública para comprar os 34% da Kepler Weber pertencentes ao Banco do Brasil e à Previ. A proposta seria posteriormente estendida aos demais acionistas, mas não deu tempo. A operação foi questionada pela CVM, e a AGCO retirou a proposta, no fim de 2017.

O enredo, no entanto, não se encerraria neste ponto. Nos meses seguintes, a ação da Kepler Weber passou a ser alvo de inusitadas negociações. Fundos de investimento iniciaram sucessivas operações cruzadas de compra e venda que derrubaram a cotação – ver RR edição 10 de maio. Desde janeiro a Kepler Weber perdeu mais de 50% do seu valor de mercado, tornando-se uma presa vulnerável para um take over hostil. Os minoritários esperam que o Cavalo de Troia já não esteja dentro de casa.

#Kepler Weber

Aumento de capital racha a Kepler Weber

10/05/2018
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A Assembleia Geral Extraordinária da Kepler Weber marcada para hoje será realizada sob um clima de tensão. Um grupo de acionistas – entre os quais o Banco Clássico, de Juca Abdalla – contesta o novo estatuto proposto pela administração. O ponto de fricção é o possível aumento do capital social da Kepler Weber, que tem como principais acionistas Previ e Banco do Brasil. O valor poderá chegar a R$ 1,8 bilhão, mais de sete vezes o atual (R$ 234 milhões).

Para os minoritários, a direção da companhia, presidida por Anastácio Fernandes Filho, estaria preparando o terreno para uma chamada de capital com o objetivo de diluir a participação dos atuais acionistas e permitir que um novo investidor assumisse uma posição majoritária. Desde já um dos investidores que possivelmente não acompanharia o aumento de capital é Fernando Heller Brochado, dono de 13% da empresa. O BC declarou seus bens indisponíveis após a liquidação da TOV Corretora. E Previ e BB? Atenderão à possível chamada ou terão suas participações diluídas? Consultados, ambos não se pronunciaram.

A Kepler Weber e o Banco Clássico também não se manifestaram. A história recente da Kepler Weber tem sido marcada por guinadas bruscas e suspeitas operações no mercado. No fim do ano passado, a AGCO, um dos maiores fabricantes de máquinas agrícolas do mundo, fez uma oferta pelos 34% da companhia pertencentes à Previ e ao BB – que seria estendida aos demais acionistas. A CVM, no entanto, questionou a operação e os norte-americanos desistiram do negócio. Pouco depois, a partir do mês de novembro, fundos de investimentos passaram a realizar negociações cruzadas com as ações da Kepler Weber em bolsa, o que fez o preço do papel desabar – ver RR edição de 21 de março. De lá para cá, a ação caiu de R$ 21 para R$ 11. Parece o cenário propício para o bote de um forasteiro.

#Kepler Weber

Kepler Weber entra no radar dos chineses

28/11/2017
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A fila andou e a chinesa Zeng Chang surge no caminho da Kepler Weber. Segundo o RR apurou, dentro da própria Previ e do Banco do Brasil, acionistas da fabricante de silos, o grupo asiático é apontado como forte candidato à compra da companhia. A bola está quicando à sua frente depois que a norte-americana AGCO supreendentemente desistiu de adquirir as participações do fundo de pensão e do Banco do Brasil – Banco de Investimentos (BBBI) na Kepler Weber – a operação já havia sido, inclusive, aprovada pelo Cade. Uma das grandes indústrias de equipamentos de armazenagem da China, a Zeng Chang já tem uma fábrica em Curitiba, na qual investiu pouco mais de R$ 100 milhões. A compra da Kepler Weber daria outra dimensão à operação dos asiáticos, que passariam a ter massa crítica para atender a toda a América do Sul.

#AGCO #Kepler Weber #Zeng Chang

Tijolo por tijolo

13/02/2017
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Uma vez sacramentada a negociação do controle da Kepler Weber, a Previ vai se dedicar à venda da sua participação na Fundição Tupy. O fundo de pensão detém 26% da forjaria.

#Kepler Weber #Previ

Tempos de crise

9/08/2016
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 Maior fabricante de silos da América Latina, a Kepler Weber mandou seu programa de investimentos para o espaço. O valor previsto para este ano é de R$ 25 milhões, quase metade da cifra de 2015. A ordem dos dois maiores acionistas, Previ e BB, é voltar ao azul a qualquer custo. • A seguinte empresa não se pronunciou ou não comentou o assunto: Kepler Weber.

#Banco do Brasil #Kepler Weber #Previ

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