Em recuperação extrajudicial, Wetzel avalia aporte de capital

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Em recuperação extrajudicial, Wetzel avalia aporte de capital

  • 16/03/2026
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Os acionistas da catarinense Wetzel, uma das mais tradicionais metalúrgicas do país, discutem a possibilidade de venda de uma participação relevante do capital. Além da família Wetzel, que se mantém como maior acionista, a companhia tem entre seus sócios Gabriel Junqueira Pamplona Skaf, filho de Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Segundo informações que circulam no mercado, haveria, inclusive, uma certa pressão de credores pela entrada de um novo investidor. A Wetzel entrou em recuperação extrajudicial na semana passada, com dívidas na casa dos R$ 100 milhões. Não é de hoje que a empresa convive com uma situação financeira asfixiante. Em 2024, a metalúrgica implementou uma reestruturação que incluiu a venda de uma unidade produtiva de fundição de ferro — a chamada UPI Ferro — para a Schulz por cerca de R$ 115,2 milhões. A expectativa era de que a alienação da fábrica e a concentração das atividades nas divisões de alumínio e eletrotécnica garantissem uma nova fase de estabilidade financeira. No entanto, o movimento não produziu o efeito esperado sobre o caixa da empresa, forçando a Wetzel a voltar à mesa de negociação com credores. Procurada pelo RR, a companhia informou, por meio de nota, que o processo de recuperação extrajudicial “tramita atualmente em segredo de justiça, razão pela qual detalhes não podem ser divulgados neste momento”. Segundo a empresa, o plano já teve a aprovação de credores que representam 57% das dívidas totais. Perguntada especificamente sobre a hipótese de venda de parte do capital, a Wetzel não se pronunciou.

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