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Na valiosa prateleira de grifes da Azzas 2154, a Farm tem sido a mais afetada pela turbulência societária da holding. Os planos de expansão na Europa e nos Estados Unidos perderam tração. Os executivos vêm sendo forçados a rever o cronograma de inaugurações de lojas nessas regiões. Tudo reflexo do gargalo decisório que tem sido causado pelas divergências entre os dois principais acionistas da Azzas, Alexandre Birman e Roberto Jatahy. Neste momento, dez escritórios de advocacia, cinco de cada lado, discutem vírgula a vírgula, centavo a centavo, o rompimento da fusão entre a Arezzo e o Grupo Soma, que deu origem à Azzas 2154. Firmado há menos de um ano, o M&A não sobreviveu aos conflitos entre Birman e Jatahy. Procurada pelo RR, a Azzas não se pronunciou.
A Farm é tida como a joia da coroa da Azzas. Trata-se da unidade em que a holding deposita seus principais planos de investimento. É natural, portanto, que o batimento cardíaco da grife acompanhe as sístoles e diástoles do grupo. As incertezas societárias e estratégicas da Azzas ameaçam o ciclo de forte expansão da Farm. No ano passado, a marca respondeu quase que inteiramente pelo crescimento da receita da divisão de Vestuário Feminino da Azzas, da ordem de 22%. E grande parte desse salto veio justamente da operação internacional da grife, que registrou um aumento das vendas em dólar de 19%.
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