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Os credores da Hurb (antigo Hotel Urbano), notadamente bancos e companhias aéreas, estão levantando eventuais créditos tributários aos quais a empresa tenha direito. Miram também no patrimônio pessoal do empresário João Ricardo Mendes, acionista controlador da plataforma de viagens. Buscam caminhos possíveis na tentativa de receber ao menos parte do que a empresa lhes deve.
Na prática, é como se os credores já estivessem se antecipando e vasculhando o espólio da companhia. A situação da Hurb, como se sabe, é grave. Em abril, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça obrigou a empresa a suspender a comercialização de pacotes com datas flexíveis, modalidade responsável por mais de 95% do seu faturamento.
Quase que simultaneamente, o Ministério do Turismo cancelou o cadastro da Hurb, na prática impedindo a atuação da empresa no setor. Os números sobre a dívida da companhia são dispersos e imprecisos. Mas, no setor, estima-se que apenas as execuções judiciais contra ela somem R$ 100 milhões.
Em tempo: como se não bastasse sua delicada situação financeira, a Hurb é marcada também pelas polêmicas e fatos absolutamente incomuns protagonizados por João Ricardo Mendes, seu controlador.
Mendes está preso desde o fim de abril após ser flagrado furtando esculturas e quadros de um escritório de arquitetura no Rio de Janeiro. Antes, o empresário, que chegou a se definir como “Elon Musk brasileiro”, se notabilizou por ofensas a clientes da Hurb nas redes sociais.
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