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Aos poucos, o centro decisório da recuperação judicial da Intercement vai se deslocando de grandes bancos nacionais para fundos-abutres e congêneres. Segundo o RR apurou, detentores de bonds da empresa têm sondado o Banco do Brasil sobre a possibilidade de compra dos seus créditos contra a cimenteira da Mover Participações, a antiga Camargo Corrêa. Procurado pelo RR, o banco não quis comentar. A dívida da empresa junto ao BB gira em torno de R$ 700 milhões. Ressalte-se que esse mesmo grupo de bondholders já adquiriu o passivo de R$ 2,5 bilhões que a Intercement teria de pagar ao Itaú. Com isso, passou a deter cerca de 39% da dívida total da empresa incluída na recuperação judicial (R$ 14 bilhões). Com a eventual aquisição dos créditos em poder do BB, esse quinhão subirá para 44%, o que dará ainda mais poder de fogo aos bondholders para ditar a renegociação do passivo com a Intercement. Não é exatamente a melhor das notícias para as herdeiras de Sebastião Camargo. Os detentores de bonds chegaram a apresentar uma proposta de reestruturação para a companhia, que sequer respondeu por privilegiar a repactuação direta com os bancos. Com a venda dos créditos, queira ou não queira a Mover terá de se sentar à mesa com os bondholders.
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