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Governo
Nos corredores do Ministério da Educação, dois nomes despontam como fortes candidatos para substituir Camilo Santana, que deixará o cargo em abril: Leonardo Barchini, atual secretário-executivo da Pasta, e Manuel Palacios, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Barchini carrega maior densidade política. Braço direito de Santana e operador político de confiança no ministro, tem histórico de articulação com governadores, parlamentares e secretários estaduais. Já Palacios conta com o apoio, sobretudo, da comunidade acadêmica. Tem também a seu favor o trabalho feito no comando do Enem. Ressalte-se que, em seu mandato-tampão até dezembro, o substituto de Santana terá de administrar o rescaldo da crise na formação de cursos de medicina no Brasil após os pífios resultados da última edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgada em janeiro. Aproximadamente 30% das graduações avaliadas receberam conceitos insatisfatórios (1 ou 2 na escala do Enade), o que representa 107 cursos com desempenho abaixo do mínimo esperado pelo Inep e pelo Ministério da Educação.
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