Mercado
Bancos pressionam acionistas do Pão de Açúcar por aporte de capital
Ainda vai correr muita água até que o Grupo Pão de Açúcar consiga costurar uma solução de consenso com seus principais credores. Segundo o RR apurou, os bancos – à frente Itaú Unibanco, Rabobank e BTG – pressionam os acionistas da rede varejista a realizar um aporte de capital. Do outro lado da mesa, estão a família Coelho Diniz, o investidor ativista Silvio Tini, que se tornou o segundo maior sócio da empresa, e o Casino. Mas este último não conta muito: os franceses, como se sabe, não veem a hora de deixar o Brasil. Na avaliação das instituições financeiras, dificilmente haverá saída para o Pão de Açúcar sem uma injeção de capital. Essa é uma condicionante fundamental para destravar a negociação: até porque os bancos só aceitam falar na hipótese de conversão de dívida em participação acionária depois que os sócios do Pão do Açúcar colocarem as mãos no próprio bolso. Em recuperação extrajudicial, a rede varejista precisa equacionar uma dívida da ordem de R$ 4,5 bilhões.