Buscar
Empresa
Há um burburinho no mercado que a Auren Energia, leia-se Grupo Votorantim e a canadense CPP Investments, tem planos de realizar uma nova emissão de debêntures até o fim do ano. Os títulos seriam lastreados em metas de sustentabilidade. Em abril, a companhia lançou R$ 2 bilhões em debêntures incentivadas. O novo reforço de caixa, assim como anterior, se destinaria ao alongamento do passivo, hoje tratado como prioridade pela Auren. A aquisição da AES Brasil, no ano passado, esticou a corda da alavancagem. No primeiro trimestre, a relação dívida líquida/Ebitda chegou ficou em cinco vezes. Já foi pior: no fim do ano passado, o sarrafo bateu em 5,7 vezes. Mesmo com a redução nos três primeiros meses do ano, o patamar ainda está bem acima da média do setor de energia – em torno de três vezes. É de se imaginar que a questão cause desconforto, sobretudo, entre os Ermírio de Moraes, historicamente conhecidos por manter uma gestão de caixa conservadora na Votorantim, com níveis de endividamento mais palatáveis.
Todos os direitos reservados 1966-2026.