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Entre os próprios dirigentes do próprio Grupo Pão de Açúcar (GPA), a Casas Bahia é vista, desde já, como um dos maiores obstáculos a serem superados para a aprovação do plano de recuperação extrajudicial. Ao longo dos últimos meses, a rede de eletrodomésticos se mostrou intransigente diante das tentativas do GPA de renegociar o pagamento da dívida de R$ 170 milhões – valor decorrente pendências contratuais herdadas da antiga relação societária entre os dois grupos. A Casas Bahia recusou-se a conceder prazo adicional para pagamento, optando pela execução imediata do crédito. O que se diz à boca miúda no setor é que a turbulência entre ambas vai além do passivo. Além de rusgas dos tempos em que as duas eram uma só, o impasse é alimentado por tensões comerciais acumuladas nos últimos anos, com práticas concorrenciais de parte a parte, notadamente junto a fornecedores, que teriam criado animosidades difíceis de serem contornadas. Ou seja: o acerto de contas iria além dos R$ 170 milhões que a Casas Bahia cobra do Pão de Açúcar.
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