Queiroz Galvão abre as portas de sua construtora na Bolsa - Relatório Reservado

Acervo RR

Queiroz Galvão abre as portas de sua construtora na Bolsa

  • 12/03/2012
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A Queiroz Galvão vai explorar um novo pré-sal na Bolsa de Valores. Cerca de um ano após o IPO de sua empresa de exploração e produção de petróleo, o grupo prepara a abertura de capital de seu braço imobiliário. A operação está prevista para o segundo semestre. Segundo informações filtradas junto a  empresa, dois bancos de investimento já se digladiam pelo posto de mestre de obras do IPO – um deles seria o Credit Suisse. A emissão de ações será o alicerce de um grande projeto de expansão da Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário (QGDI). Estimativas iniciais apontam para a possibilidade de captação de até R$ 1 bilhão. Com os recursos, a Queiroz Galvão pretende dar um duplo tiro: adquirir construtoras, notadamente no eixo Rio-São Paulo, e acelerar empreendimentos que já estão em sua prancheta. Um dos objetivos é ampliar a carteira de imóveis corporativos. Procurada pelo RR, a Queiroz Galvão não se pronunciou até o fechamento da edição. Depois da Queiroz Galvão Exploração e Produção, o setor imobiliário é hoje a grande aposta de crescimento do grupo. Ainda que a QGDI tenha construído nos últimos anos uma operação considerável no setor, há um consenso na família de que o potencial da empresa ainda é subaproveitado, notadamente no que diz respeito a  presença geográfica. A construtora ainda é vista pelo próprio mercado como uma empresa regional. Parte expressiva dos investimentos está concentrada em Recife, terra natal dos Queiroz Galvão. A família enxerga no IPO a possibilidade de consolidar a QGDI como uma companhia de porte nacional. Sua maior motivação são os números da construtora nos últimos anos. Em 2008, a construtora faturou pouco mais de R$ 200 milhões. No ano passado, rompeu a barreira dos R$ 800 milhões. Dentro da Queiroz Galvão, o número cabalístico esperado para 2013 é de vendas totais próximas de R$ 1,5 bilhão. Com o IPO e a possibilidade de compra de ativos nos principais centros do país, a expectativa é de que aproximadamente 40% deste valor sejam arrecadados na Região Sudeste.

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