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09.07.19

Uma pedra a menos no caminho do Carlyle

O encruado IPO da Ri Happy, enfim, deve sair do papel. Um empurrão fundamental para a abertura de capital veio na semana passada, com a decisão do Carf, que isentou a rede varejista de uma autuação da Receita Federal e limpou o balanço da empresa de um passivo potencial de R$ 135 milhões. O Carlyle, controlador da Ri Happy, agradece. Nas conversas mantidas entre a gestora e potenciais investidores, a incerteza quanto à dívida sempre foi tratada como um fator de preocupação e um entrave à oferta de ações.

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20.12.17

Operação Zelotes terá novos capítulos

Segundo informações filtradas do Ministério Público Federal, o ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva teria iniciado os depoimentos no âmbito das negociações para um acordo de delação. O advogado é apontado como um dos beneficiados do esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais descortinado pela Operação Zelotes. Em sua delação, o ex-auditor da Receita Paulo Roberto Cortez teria confirmado a participação de Silva na venda de sentenças. Segundo o delator, o ex-conselheiro teria atuado deliberadamente para favorecer empresas em julgamentos no Carf. Não custa lembrar que, entre outros casos, Silva foi relator de duas grandes causas movidas pela Gerdau contestando cobranças do Fisco de aproximadamente R$ 4 bilhões. A siderúrgica é uma das empresas citadas na Zelotes, e três executivos ligados ao grupo já se tornaram réus.

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A autuação de R$ 2 bilhões aplicada pelo Carf contra a Silvio Santos Participações – referente a impostos não recolhidos na operação de salvação do Banco PanAmericano – equivale à quase o dobro do faturamento do SBT previsto para este ano, em torno de R$ 1,2 bilhão.

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20.10.17

Caixa de Pandora

O ex-conselheiro José Ricardo da Silva, apontado como um dos principais participantes do esquema de propina no Carf, estaria negociando um acordo de colaboração premiada. A situação de Silva se agravou de vez com a delação do auditor fiscal Paulo Roberto Cortez.

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18.10.17

Pneu queimado

O empresário Eduardo Souza Ramos, sócio da Mitsubishi no Brasil, quer ter a própria montadora japonesa no capital da MMC Automóveis, fabricante e distribuidora da marca no país. A porta de entrada seria a compra da participação de André Esteves e outros acionistas do BTG, em torno de 25%. O problema é convencer os japoneses a embarcar no negócio no momento em que a empresa está maculada pela Operação Zelotes – dois de seus executivos foram condenados por pagamento de propina a conselheiros do Carf.

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31.05.17

Gerdau passa a lâmina em seus ativos nos Estados Unidos

Depois de Ásia, Europa e América do Sul, o processo de desmobilização de ativos da Gerdau volta ao seu ponto de partida, os Estados Unidos. O grupo está em conversações com a japonesa Kyoei Steel para a venda de sua usina de Rancho Cucamonga, na Califórnia. A fábrica tem capacidade de produção de aproximadamente 750 mil toneladas de aços longos por ano.

Segundo o RR apurou, a negociação é o ponto de partida de uma nova temporada de alienação de ativos no mercado norte-americano. Entre 2015 e 2016, a Gerdau já havia se desfeito de cinco usinas nos Estados Unidos. Consultada, a companhia disse que “não comenta rumores de mercado”. Mas “enfatiza que segue com sua estratégia de avaliação de seus ativos, visando focar seus esforços naqueles que geram maior rentabilidade.”

Nem em seus tempos de seleção brasileira de hipismo, André Gerdau Johannpeter deparava-se com tantos obstáculos. O percurso do herdeiro de Jorge Gerdau tem sido dos mais acidentados. Inclui o indiciamento na Operação Zelotes por suspeita de pagamento de propina a conselheiros do Carf, uma constrangedora condução coercitiva pela Polícia Federal, a grave crise do setor siderúrgico nacional e a necessidade de se desfazer de ativos para cobrir os seguidos prejuízos contabilizados pelo grupo.

Os resultados da companhia derretem ano a ano. As perdas acumuladas em 2015 e 2016 passaram de R$ 7,3 bilhões. No ano passado, a receita global caiu 14%. Não fosse ele próprio o dono do haras, certamente André Gerdau já teria caído do cavalo. No ano passado, a Gerdau vendeu R$ 1,3 bilhão em ativos. Não deu nem para a saída. A meta é amealhar mais R$ 1,5 bilhão até junho de 2018. Nenhuma subsidiária está imune à lâmina dos Gerdau. A usina de Rancho Cucamonga se junta a outras operações da Gerdau que estão sobre o balcão neste momento: a mexicana Sidertul e a indiana SJK Steel Plant – a venda desta última foi antecipada pelo RR na edição de 31 de março.

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26.01.17

Operação Zelotes acelera

Segundo informação filtrada junto a um conselheiro do Carf, a Operação Zelotes dará um sinal de vida em breve, pelas bandas da indústria automobilística.

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11.07.16

Reprise?

 Entre as grandes empresas com processo em andamento no Carf, o temor é que a prisão do conselheiro João Carlos Figueiredo Neto force o Conselho a suspender, mais uma vez, a pauta de julgamentos. Em 2015, por conta da Zelotes, o Carf ficou parado de março a dezembro.

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07.07.16

Enciclopédia

 O ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva, um dos protagonistas da Operação Zelotes, estaria negociando um acordo de delação premiada. O advogado já foi condenado em primeira instância a 11 anos de prisão.

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14.01.16

Conselheiros se rebelam contra a chibata do “Novo Carf”

  O Carf não tem paz. A nova estrutura de funcionamento do órgão, criada com o objetivo de recuperar o tempo perdido e reduzir com velocidade o estoque de processos na Casa, tem gerado fortes reações internas. Apenas um mês após o reinício dos julgamentos, há uma crescente insatisfação entre os conselheiros em relação à carga de trabalho. Segundo o RR apurou, os integrantes do Carf representantes dos contribuintes já constituíram uma comissão e solicitaram formalmente uma audiência com o presidente do Conselho, Carlos Alberto Barreto, para tratar da questão. A expectativa é que o encontro ocorra na próxima semana, quando a 1º Turma do Carf estará reunida em Brasília para cumprir uma nova rodada de julgamentos. Aliás, a retomada das atividades após a pausa para as festas de fim de ano promete ser tensa. Para aumentar o descontentamento, as gratificações referentes a dezembro ainda não teriam sido pagas integralmente.  O Carf montou uma força-tarefa na tentativa de compensar os oito meses de paralisia após o estouro da Operação Zelotes. Carlos Alberto Barreto já anunciou publicamente que a meta é julgar o equivalente a R$ 250 bilhões em processos até o fim de março. Trata-se de uma missão dificílima. A cifra corresponde a praticamente metade do total de recursos parados no órgão, da ordem de R$ 560 bilhões. Ao mesmo tempo em que o estoque de processos disparou, o número de julgadores foi significativamente reduzido. Antes da Zelotes, as turmas do Carf somavam 216 integrantes. Hoje, são 130. Significa dizer que, de abril do ano passado para cá, a média de casos por conselheiro pulou de 54 para 90.  Como não poderia deixar de ser, a sobrecarga se reflete na rotina de trabalho. Mais uma vez, a história do Carf se divide em AZ e DZ. Antes da Zelotes, os conselheiros se reuniam para seis sessões ao longo de três dias – normalmente terça, quarta e quinta. Com a nova regulamentação, a direção do Carf pode exigir a presença dos julgadores em até dez sessões seguidas, ou seja, de segunda a sexta. Esta é a tendência: o calendário de julgamentos divulgado pelo órgão prevê semanas cheias até dezembro. Como se não bastasse a intensa rotina, há um agravante que acirra ainda mais o descontentamento dos conselheiros: de acordo com Decreto 8.441, a remuneração segue restrita a seis sessões. Tratase de uma bola de neve que a direção do Carf e, mais do que ela, a própria Pasta da Fazenda terão de conter. Nos grupos de WhatsApp criados pelos conselheiros, muitos já falam em renunciar ao cargo se a rotina de trabalho não for revista e os pagamentos, normalizados.

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