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Venda da Uni.co expõe erosão do valor dos ativos da Americanas
A maior fraude contábil da história do Brasil cobra seu preço das mais variadas formas. Vide o processo de desmobilização de ativos da Americanas. A iminente venda da Uni.co, dona das marcas Puket e Imaginarium, sanciona a depreciação das participações acionárias do grupo em meio ao processo de recuperação judicial. Segundo comunicado da Americanas, a empresa está sendo negociada para a Fan Store Entretenimento por R$ 152 milhões. É menos da metade do que a rede varejista de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles pagou para ficar com 100% da Uni.co – o desembolso total, realizado em duas tranches, uma em 2021 e outra em 2024, foi de aproximadamente R$ 350 milhões. Não se trata de um caso isolado. O esfarelamento do valuation dos ativos da Americanas se estende também ao Hortifruti Natural da Terra. O que se ouve no mercado é que, até o momento, as melhores propostas apresentadas giram em torno de R$ 1 bilhão. Em 2021, a Americanas pagou R$ 2,1 bilhão pelo controle da rede de supermercados.
Essas duas operações formam um retrato fiel da perda de valor enfrentada pelo grupo e reforçam a percepção de que a maioria dos ativos sofrerá forte deságio em relação ao período pré-crise. Além da deterioração operacional causada pelos efeitos da recuperação judicial, há um “desconto reputacional” que pesa sobre qualquer bem associado à Americanas.
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