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Descrédito e impasses cercam o Dia D da Coteminas
A recuperação judicial da Coteminas caminha para um capítulo decisivo. O Dia D é 5 de dezembro, para quando está prevista a conclusão da assembleia geral de credores da companhia, uma novela dividida em dois episódios. A parte I ocorreu no último dia 13 de novembro. A assembleia foi aberta, mas acabou suspensa por decisão dos próprios credores. A postergação reflete o impasse que cerca o plano de recuperação judicial apresentado pela empresa de Josué Gomes da Silva. Há pontos nevrálgicos ainda sem consenso, como a venda de ativos, as regras de pagamento aos quirografários e, sobretudo, o modelo do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) idealizado para o pagamento das dívidas – o passivo incluído na RJ é da ordem de R$ 1,5 bilhão. A principal resistência à proposta vem dos bancos e dos trabalhadores. Essas duas classes pregam que o plano não oferece garantia real de cumprimento. Um exemplo da desconfiança em relação ao modelo: parte do maquinário dado como lastro para o pagamento dos passivos estaria sucateado. Há questionamentos ainda ao laudo de avaliação dos ativos apresentados pela empresa, que apontou uma estimativa de R$ 1,2 bilhão.
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