Mercado
Motiva enfrenta dilema com a venda de seus aeroportos
Mudar o modelo de venda de seus aeroportos, com a negociação fatiada dos ativos, ou aceitar uma oferta que representa apenas a metade da pedida inicial? Esse é o dilema enfrentando pela Motiva, ex-CCR. Os dirigentes da empresa ainda discutem o destino dos 20 terminais portuários colocados sobre o balcão – 17 no Brasil, além de Equador, Costa Rica e Curação – após a proposta formalizada da mexicana Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur). A Asur ofereceu pouco mais de R$ 5 bilhões, a léguas de distância dos R$ 10 bilhões fixados pela Motiva. A empresa brasileira vem tentando trazer outros competidores para o páreo, com o objetivo de elevar esse valor. A venda em separado dos aeroportos é o Plano B, mas tem seus riscos. O combo reúne concessões cobiçadas, como os aeroportos da Pampulha e de Confins, em Belo Horizonte, e Afonso Pena, em Curitiba, e terminais de menor movimento, no interior do Brasil. O tempo não está a favor da Motiva. O plano original da Motiva previa a conclusão da negociação até dezembro, mas a diferença entre expectativa e oferta mudou a direção dos ventos.