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A COP 30 tem sido um assunto constante na Vale. O ser ou não ser da companhia é o como se expor no evento. A empresa carrega nas costas a responsabilidade por dois dos mais trágicos acidentes corporativos com mortes do mundo: o horror de Brumadinho e Mariana. Falar que colabora com ações redutoras do aquecimento global? Que contribui com a preservação da Amazônia? Que tem grandes e variadas ações sociais? Até agora, a Vale tem cumprido as determinações de pagar uma reparação pelo morticínio (ou “assassinato” segundo a maior indignação de muitos) e reforçar as barreiras de contenção das encostas da sua extração mineral. Se esconder da COP não parece ser solução para a Vale. Mas achar a mensagem e a forma de exposição é um tremendo quebra cabeça. Até porque pode suscitar lembranças e protestos em um acontecimento que, inevitavelmente, será politizado. O fato é que de todas as grandes empresas brasileiras nenhuma outra carrega tamanho passivo reputacional. A Vale tem menos de cinco meses para matar a charada. O desafio de criar algo positivo que sirva de cortina para Mariana e Brumadinho é um xadrez para publicitários e marketeiros de estirpe.
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