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A indústria brasileira de papel vive um momento de turbulência no mercado colombiano. O Ministério do Comércio, Indústria e Turismo impôs à Suzano e a Sylvamo do Brasil tarifas antidumping sobre as importações de papel de impressão. No caso da empresa dos Feffer, a sobretaxa será de 21,78%; já a segunda pagará um pouco mais, 22,62%. A decisão se baseou em investigação do Comitê de Práticas Comerciais, órgão antitruste local, que identificou a prática de dumping, com a oferta de preços inferiores ao do mercado interno. A denúncia partiu da fabricante colombiana Carvajal Industries. Nos bastidores, as empresas brasileiras acusam o governo colombiano de ter criado um cenário artificial para compensar a perda de competitividade da indústria local. Nos últimos 12 meses, a produção de papel para impressão na Colômbia caiu 18%. Em contato com o RR, a Suzano informou que “está analisando a decisão, com a qual não concorda, e está discutindo com a Ibá (Indústria Brasileira de Árvores, entidade que representa, entre outros setores, os interesses dos fabricantes de papel) e com o governo brasileiro as medidas cabíveis para reversão ou ajustes em relação à mesma.” Já a Sylvamo não retornou ao fechamento desta matéria.
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