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A direção da Cosan discute caminhos para destravar valor da Moove, braço do grupo na área de fertilizantes. Uma das hipóteses que ganha corpo é a venda de uma participação minoritária para um fundo de investimento. Seria uma alternativa à frustrada tentativa de IPO na Nyse, no ano passado, engavetada por falta de demanda. Na ocasião, a Cosan chegou a trabalhar com um valuation de R$ 11 bilhões para a Moove. Hoje, dadas as circunstâncias, estima-se que a empresa teria uma valoração mais modesta, abaixo dos R$ 10 bilhões. A venda de um pedaço da fabricante de lubrificantes seria uma etapa a mais no esforço da Cosan para levantar recursos e reduzir seu nível de alavancagem. Mesmo com movimentos agudos, com a venda da participação na Vale, o grupo de Rubens Ometto ainda patina em um elevado endividamento. A empresa fechou o 1º trimestre com uma relação dívida líquida/Ebitda de 2,8 vezes, apenas 0,1 ponto percentual abaixo do índice registrado em março do ano passado. Procurada, a Cosan não quis se manifestar.
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