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Com a morte antecipada da CPMF, o governo mata um coelho visível e uma lebre malocada. O coelho é a desoneração da folha de pagamento das empresas. A lebre é o aumento da arrecadação geral, sem que a maioria sinta a britadeira furando o seu bolso. Isto porque a CPMF incide sobre uma base tributária maior. O bolo da receita total cresce. Na primeira hora, a arrecadação em relação ao PIB aumentaria só um pedaço. Mas, na medida em que lenta e gradualmente o tributo fosse sendo implantado, a derrama superaria com os R$ 200 bilhões estimados para desoneração do imposto da folha de pagamentos. O argumento da equipe econômica permanece de pé: aumentar imposto de uns para diminuir o de outros, o que não chega a ser nenhum exemplo edificante de justiça tributária. As empresas isentas dos impostos, a priori, deveriam ofertar empregos em contrapartida. Mas nessa história não existem garantias firmes. A ex-presidente Dilma Rousseff tentou a mesma coisa. Deu no que deu. Em tempo: Jair Bolsonaro não combinou com o ministro Paulo Guedes a proibição de aumento da carga tributária. Mas, para o presidente voltar atrás, é um passo.
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