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01.08.17
ED. 5673

Dito e (quase) feito

A iminente saída da BHP do Brasil já havia sido garimpada pelo RR, que antecipou a informação na edição de 14 de dezembro de 2015. Àquela altura, a newsletter tratou das negociações entabuladas para a venda da participação da
Samarco e mapeou o passo a passo do desmanche do grupo anglo-australiano no Brasil.

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21.12.16
ED. 5521

Um dos founding fathers da Vale

O ano de 2016 foi um período de recauchutagem para o engenheiro Eliezer Batista. Dias duros. Um intervalo de tempo voltado para colocar a máquina em forma. Mas Eliezer vem aí. Com sua mente irrequieta promete trazer inovações. Dessa vez com propostas na área de educação. Enquanto 2017 não chega, é emblemático que seu nome tenha sido escolhido pelo presidente da Vale, Murilo Ferreira, para o batismo do mega projeto S11D.

Eliezer foi o Michelangelo que deu vida à Carajás, à época o maior empreendimento de mineração do mundo. O conceito logístico porto-ferro-via-mina, responsável pela enorme competitividade de Carajás, foi o mesmo que norteou a construção do S11D. A escolha de Ferreira teve um caráter institucional, mas o que pesou mesmo foi o cunho pessoal. O presidente da Vale é um dos maiores admiradores de Eliezer.

Um dos seus primeiros atos ao assumir o comando da mineradora foi convidá-lo para um almoço. O S11D, com a benção de Eliezer Batista, traz a Vale novamente para o alto do pódio das mineradoras de ferro. É o maior projeto com inauguração prevista no governo Temer. Devido à grandiosidade pode, por uma via transversa, desanuviar a vista daqueles que enxergam mais no acionista – a Vale – do que na gestão da controlada, a Samarco – a responsabilidade maior pelo desastre de Mariana. É a perigosa jurisprudência do domínio do fato aplicada à mineração. Se a marca Eliezer Batista ajudar a Vale a superar suas máculas e retomar seus dias de glória, esse terá sido mais um grande feito do notável personagem.

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14.12.15
ED. 5268

BHP Billiton fixa o olhar na porta de saída

  A BHP Billiton estaria analisando sua saída do Brasil. Por enquanto, é uma tese quase cochichada por sócios e altos executivos. Ela envolve mais do que uma decisão estratégica de mercado. A explosiva proposta pode criar a imagem de uma empresa covarde, fujona das suas responsabilidades sociais. O desastre de Mariana, com o rompimento da barreira da Samarco, deixou o comando da empresa anglo-australiano inseguro não somente em relação ao montante do dano ambiental, mas, em particular, quanto às dificuldades políticas que pode enfrentar no país. Ao contrário da Vale, que é nativa, nem sequer pensa em vender sua participação na mineradora e carrega consigo um histórico de “princesa” na área corporativa, a BHP fincou raízes raquíticas nestas plagas. Não é uma decisão simples, nem se pode dizer que é a mais provável. A venda dos seus 50% de participação na Samarco se daria em um momento de dupla depreciação: custo ambiental indefinido e baixa cotação do minério de ferro. A pesar em contrário, o fato de que o real desvalorizado estimularia uma maior disputa pelo ativo. Consultada, a Samarco não retornou até o fechamento da edição.  De qualquer forma, pular fora da mineradora não seria uma decisão puramente econômico-financeira. A despeito do megaproblema ambiental, a BHP tem deslizado aos poucos para fora do Brasil. Ainda em março deste ano, através de uma cisão, repassou todos os seus negócios de alumínio no país para a South 32, empresa que assumiu as operações eclipsadas da BHP. A empresa se desfez de participações de 15% na Mineração Rio do Norte, de 36% na planta de alumínio e de 46% na fábrica de alumina, ambas da Alumar. No mercado internacional, especula-se que a South 32 já estaria buscando comprador para estes ativos. A decisão da BHP, antes de Mariana, era manter a Samarco entre as suas joias da coroa, conforme os seus diversos reports. A extração de ferro foi retirada na primeira hora da lista de mineradoras e metalúrgicas que iriam integrar o portfólio da South 32, não obstante os comunicados da empresa insistirem na disposição de reduzir a diversificação. A tragédia teria sido o divisor de água.  Não é de hoje, contudo, que a BHP está se distanciando do Brasil. As equipes da área de petróleo, que vinham numerosas e constantemente ao país, foram rareando depois da mudança na lei das concessões. Os geólogos que davam plantão no país e os técnicos itinerantes também foram bastante reduzidos. No passado, a Vale demonstrou interesse na aquisição da Samarco. Hoje, provavelmente a resposta estaria na ponta da língua. Mas são outros tempos para todos.

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13.11.15
ED. 5247

Lógica

Em vez de pensar em fazer superávit fiscal em cima da tragédia de Mariana (MG), o governo poderia adotar medidas que trouxessem benefícios reais à população local, como a criação de um fundo para financiar a reconstrução das áreas atingidas. A multa de R$ 250 milhões só reduz a capacidade da Samarco de responder à situação.

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