Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Direto na fonte

18/08/2022
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A Housfy, uma das maiores startups de compra e venda de imóveis de Portugal, ensaia sua entrada no Brasil. Mira no apetite dos brasileiros pela “terrinha”. Trata-se, por exemplo, da nacionalidade que mais compra imóveis acima de um milhão de euros em Lisboa, à frente de alemães, franceses e ingleses.

#Housfy

O falso dilema de Bolsonaro entre o bem e o mal

18/08/2022
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Se o cineasta Luis Buñuel vivo fosse, em vez de filmar o roteiro de “O Discreto Charme da Burguesia”, produziria a “Indiscreta Radicalidade da Hipocrisia”. O script seria baseado na guinada de Jair Bolsonaro, mimetizando sua própria antítese: o candidato da candura, do social, do respeito às leis e da pacificação. Esse avatar do Bolsonaro ensaiou seus primeiros passos às vésperas da posse de Alexandre de Moraes à presidência do TSE, na última terça-feira, com o singelo presente de uma camiseta do Corinthians ao príncipe togado.

O comparecimento à cerimônia de coroação seria mais um ingrediente no figurino desse “parcimonioso e legalista” chefe de Estado. Jair Bolsonaro antevia, com certeza, o que iria ouvir no evento sobre urnas e ódio. Foi discreto e até amigável. O “bom” Bolsonaro tem menos de dois meses para reduzir uma elevada rejeição de 45% e recuperar os votos perdidos que o elegeram. É gente com um pé no discurso liberal do ministro Paulo Guedes e o outro fora do discurso grosseirão e da falta de decoro do presidente. Bolsonaro pode mudar o roteiro de suspeição das urnas eletrônicas, aguardando o fim da auditoria militar e afirmando que tudo foi feito com o objetivo da máxima segurança para salvaguardar a democracia.

Aliás, democracia será repetida “ad nauseam” pelo “bom” Bolsonaro, assim como a importância civilizatória do combate à corrupção, bandeira esta que, como todos sabem, tem outro motivo além da boa fé. A democracia servirá até para justificar o aumento da posse de armas, que, de uma forma ou de outra, foi sancionada pela população em referendo bem anterior ao seu governo. Levantar crianças no colo e posar com a família serão fotografias fáceis nesses pouco mais de 40 dias de campanha eleitoral. A “maior vacinação do planeta” será contraposta às críticas ao seu comportamento durante a pandemia. Há números sociais bons na área do emprego e políticas compensatórias.

A equipe econômica do governo procura freneticamente espremer indicadores que reflitam o bom mocismo de Bolsonaro junto aos pobres e miseráveis. Há quem diga que haverá lugar para ministros negros e mais ministras em um eventual segundo mandato, disposição que seria anunciada durante esse período final de campanha. Menções aos LGBTQIA+ é demais até mesmo para o “bom” Bolsonaro. Essa suavização do discurso virá acompanhada de uma enxurra- da de medidas voltadas a ajudar os menos favorecidos.

Há um arsenal de possibilidades – os RRs de 4 e 16 de agosto anteciparam algumas das iniciativas em estudo – inclusive favorecidas por um espaço fiscal maior do que o imaginado. O presidente tem condições de fazer o “bem” nesta resta final da campanha eleitoral. E isto sem maiores críticas dos adversários. Afinal, quem questiona o “bem”? Lembrai-vos da votação maciça pela aprovação do Auxílio Brasil no valor de R$ 600. Bolsonaro jamais acreditou na memória dos brasileiros. Sua existência política é escrita em paralelo com as suas contradições. Nunca foi tão fácil se desdizer. O tempo parece curto. Mas seja como for o “bom” Bolsonaro vem aí.

#Alexandre de Moraes #Auxílio Brasil #Jair Bolsonaro #Paulo Guedes

Rio eleitoral

18/08/2022
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Até onde vai o Velho Chico?  Ciro Nogueira tem prometido a aliados a expansão do raio de ação da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco) para Amazonas e Pará, com a respectiva criação de novos cargos e verbas.

#Ciro Nogueira #Codevasf

Um candidato blindado

18/08/2022
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A preocupação do PT com a segurança de Lula está pautando o início da campanha. Após a suspensão do evento previsto para a última terça-feira, em frente à fábrica da MWM, em São Paulo, assessores petistas querem encurtar o comício programado para o próximo sábado, no Vale do Anhangabaú. Segundo o RR apurou, há uma orientação para que os participantes, como o candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad, façam discursos breves. O objetivo é reduzir o tempo de permanência de Lula no local.

#Fernando Haddad #Lula #MWM #PT

State Grid junta os fios para entrar em Belo Monte

17/08/2022
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A State Grid ensaia um movimento estratégico no “novo” tabuleiro do setor elétrico no Brasil – leia-se o pós-privatização da Eletrobras. O grupo chinês está em negociações para entrar no capital da Norte Energia, que controla a Usina de Belo Monte. As tratativas passam pela compra das participações da Light, Cemig e Neoenergia, que somam 19,7%.

As três empresas conversam, inclusive, sobre a possibilidade de venda conjunta das ações em um único pacote. Tomando-se como base a transferência de 15% da Norte Energia da Eletrobras para a subsidiária Eletronorte, realizada em fevereiro deste ano, a participação somada de Light, Cemig e Neoenergia estaria avaliada em algo como R$ 2,5 bilhões. A compra das ações em poder do trio transformaria a State Grid no segundo maior acionista do consórcio, atrás apenas da agora privatizada Eletrobras, com seus 49% – por intermédio da Eletronorte e da Chesf.

Ou seja: os chineses passariam a ter uma posição privilegiada no setor. Para começar, a State Grid seria sócia da segunda maior hidrelétrica do país, com capacidade instalada de aproximadamente 11 mil MW, superada somente por Itaipu (14 mil MW). Ou seja: mais do que triplicaria seu tamanho no segmento de geração no país – a CPFL, sua controlada, soma cerca de quatro mil MW. Além disso, se tornaria parceira de uma Eletrobras repaginada, com maior capacidade de investimento não só em geração hidrelétrica, mas em novas fontes renováveis.

#Cemig #Eletrobras #Eletronorte #Light #NeoEnergia #Norte Energia #State Grid #Usina de Belo Monte

Rock in Rio quer silêncio

17/08/2022
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“Lula lá”? “Bolsonaro, mito!”? Essa é justamente a trilha sonora que os Medina menos querem ouvir. Os organizadores do Rock in Rio estão apreensivos com a proximidade entre os shows, programados para setembro, e as eleições. Para começar, há uma questão de assepsia, um cuidado em higienizar a imagem do evento – “Política não se fez em festival”, disse recentemente Roberta Medina, filha do criador do Rock in Rio, Roberto Medina. Ao mesmo tempo, existe também uma compreensível inquietação com a segurança. Um das datas que causam maior preocupação é 4 de setembro, dia das apresentações de Gilberto Gil e Emicida, notoriamente simpáticos ao ex-presidente Lula. Os organizadores do festival discutem uma ação profilática. A ideia seria recomendar aos artistas que evitem manifestações de caráter político durante seus shows. O risco é a eventual orientação estimular o efeito contrário. Procurado, o Rock in Rio não se pronunciou.

#Eleições 2022 #Jair Bolsonaro #Lula #Roberto Medina #Rock in Rio

Supremo 1

17/08/2022
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Jair Bolsonaro quer se encontrar com o ex-ministro do STF Marco Aurelio Mello, que recentemente se declarou seu eleitor. Ainda que indiretamente, seria mais uma das tantas provocações de Bolsonaro ao Supremo.

#Jair Bolsonaro #Marco Aurelio Mello #STF

Supremo 2

17/08/2022
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Enquanto Jair Bolsonaro digladia, Simone Tebet tem se empenhado em intensificar a interlocução com o Supremo. Sua principal interface é a ministra Carmen Lucia.

#Cármen Lucia #Jair Bolsonaro #Simone Tebet

A próxima tacada do Advent no Brasil

17/08/2022
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O Advent está com fome de Brasil. A gestora norte-americana planeja alocar no país mais de metade dos US$ 2 bilhões captados pelo seu novo fundo para a América Latina. Um dos alvos é o segmento de drogarias. Seria o retorno do Advent ao varejo. Os norte-americanos venderam a rede Big ao Carrefour por R$ 7,5 bilhões.

#Advent #Carrefour

Saída pela tangente

17/08/2022
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A candidatura de Emerson Fittipaldi ao Senado italiano acendeu um sinal de alerta no Banco Safra. Na instituição financeira, a interpretação é que a eventual imunidade parlamentar pode dar ao ex-piloto uma rota de escape para suas pendências jurídicas com credores. O bicampeão de Fórmula 1 responde a mais de uma centena de processos na Justiça por dívidas estimadas em cerca de R$ 55 milhões. O litígio com o Safra é o mais rumoroso. Em ação na Justiça de São Paulo, o banco acusa Fittipaldi de usar empresas de fachada para ocultar seu patrimônio.

#Banco Safra #Emerson Fittipaldi #Fórmula-1

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