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O Serpro estuda recorrer ao TST contra a greve de seus servidores iniciada na semana passada. A paralisação preocupa a direção da estatal pela abrangência: mais de metade dos funcionários aderiu ao movimento.
Há um zunzunzum no mercado que a JSL voltou à carga para a comprar a Tegma, companhia de logística rodoviária controlada pelo empresário Mario Sergio Moreira Franco. A primeira tentativa de aquisição ocorreu no ano passado, mas a oferta foi recusada por Moreira Franco.
A gestora norte-americana General Atlantic tem feito sucessivas compras de ações da Locaweb em bolsa. O papel está “baratinho”. Em um ano, o valor de mercado da empresa de soluções digitais, caiu 56%.
A chinesa Trina Solar, uma das maiores fabricantes de equipamentos para usinas solares do mundo, teria planos de montar uma base de produção no Brasil.
A Sabesp estuda uma emissão de dívida ainda para este ano. Os recursos ajudariam a financiar a entrada da estatal paulista no setor de tratamento de resíduos sólidos. Depois que a privatização foi para a gaveta, diversificar é a palavra de ordem na empresa.
O Ministério do Trabalho já estuda remendos na Portaria 673/2022, que autorizou o INSS a fazer perícias remotas para atestar aposentadorias por invalidez. A medida causou um rebuliço na comunidade médica. O Conselho Federal de Medicina solicitou ao Ministério a volta da obrigatoriedade do exame presencial. Para além de questões de ordem técnica, há uma boa dose de espírito de corpo no pleito: a tele perícia ameaça trazer a reboque um enxugamento da rede de médicos do trabalho credenciados pelo INSS.
O ex-candidato à Presidência da República André Janones, que se aliou a Lula, já é tratado nos círculos petistas como um nome forte para um ministério na área social.
Valdemar Costa Neto, comandante-em-chefe do PL, tem mantido intensas conversas nos últimos dias para uma aliança com o União Brasil na Bahia.O objetivo é colar Jair Bolsonaro em ACM Neto. A premissa é que Bolsonaro está sem palanque no estado: seu candidato ao governo, o ex-ministro João Roma, aparece 40 pontos percentuais atrás de ACM Neto nas pesquisas.
A bondade de Jair Bolsonaro não acaba. No rol das propostas em estudo, a equipe econômica discute a construção de uma fórmula que viabilize o crédito consignado aos participantes do Auxílio Brasil utilizando-se uma combinação até então inédita: a criação de um teto de juros vinculado à garantia de um benefício mensal de R$ 500 pelos próximos quatro anos – tempo do “futuro” mandato do atual presidente. Ressalte-se que tanto Lula quanto Bolsonaro já prometeram a manutenção do valor de R$ 600 até o fim de 2023.
O presidente triplicaria a aposta, trocando 12 parcelas de R$ 600 por 48 meses de R$ 500. A conta dos assessores de Paulo Guedes leva em consideração uma redução dos benefícios fiscais, de forma a compensar os gastos adicionais com o Auxílio. Na verdade, a equipe econômica encontraria uma justificativa social e de forte apoio popular para cortar uma parcela das renúncias fiscais – são mais de R$ 300 bilhões por ano distribuídos àqueles que menos precisam.
Ao mesmo tempo, o governo usaria a medida para mitigar a resistência da banca privada em conceder crédito consignado aos que recebem o Auxílio Brasil. Os bancos não querem emprestar sem um teto de juros, com o risco de corrosão da assistência à pobreza. Com a proposta, Bolsonaro condicionaria o discurso de Lula à sua promessa de melhoria do padrão de renda dos mais pobres. Restaria ao petista aumentar a dose ou imitar o adversário. Seria a maior das “bondades” apresentadas por Bolsonaro no seu pacotão eleitoral. Difícil para a oposição criticar a concessão de dinheiro adicional aos mais pobres. Já que “Bolso” estaria dando os recursos e dizendo de onde eles vão sair, não haveria, a priori, comprometimento de ordem fiscal. Além de o governo garantir quatro anos de Auxílio Brasil na casa de R$ 500 e dar uma solução para o “microcrédito emergencial”. Seria um presentão para o 7 de setembro. Menos para Lula, Ciro Gomes e Simone Tebet.
A campanha petista articula uma visita de Lula ao Parque Nacional do Xingu, no Mato Grosso. O ex-presidente vai se encontrar com lideranças indígenas da região. Trata-se de um evento feito para dentro e para fora do Brasil. O script prevê a presença de jornalistas e ONGs internacionais. O parque é uma das maiores e mais importantes reservas indígenas do país. Reúne ao todo 16 etnias, que sofrem com grilagem, desmatamento e exploração ilegal de madeira.
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