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Interlocutores de Jair Bolsonaro ainda tentam, aos 44 do segundo tempo, costurar um encontro entre o presidente e o ex ministro Marco Aurelio Mello. Seria um contraponto, ainda que solitário, às seguidas manifestações de apoio de ex-integrantes do Supremo a Lula.
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O resultado das últimas pesquisas acirrou as divergências no QG de campanha de Jair Bolsonaro. Os filhos do presidente, notadamente Carlos Bolsonaro, jogam a culpa pela estagnação nas sondagens sobre o marqueteiro Duda Lima, ligado a Valdemar da Costa Neto. Nas reuniões internas, “Carluxo” tem atacado duramente a “suavização” da imagem de Bolsonaro nos programas eleitorais. No que depender do “03”, Duda Lima é carta fora do baralho para o segundo turno. Se houver.
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Ao longo da semana, Jair Bolsonaro recusou dois pedidos da campanha de Fernando Collor para gravar uma mensagem de apoio ao candidato ao governo de Alagoas e aliado do presidente. Bolsonaro não quer desagradar Arthur Lira, que apoia Rodrigo Cunha.
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A cúpula do PT defende que Lula acompanhe a apuração, no próximo domingo, no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo. Há um simbolismo na sugestão: foi de lá que ele saiu preso e rumou para a sede da PF, em Curitiba, em 7 de abril de 2018.
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Em tempo: o staff de campanha tenta demover Lula da ideia de fazer uma carreata pelas ruas de São Bernardo, amanhã. A recomendação veio da própria equipe da Polícia Federal que cuida do esquema de segurança do candidato.
Alexandre Ribeiro Lopes, superintendente de Administração da Antaq, vai assumir interinamente uma das diretorias da agência. Em meio às tentativas de privatização do Porto de Santos, entre outras agendas relevantes, o órgão regulador está há seis meses com uma de suas diretorias vagas.
O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, articula que as diversas instituições internacionais observadoras do processo eleitoral no Brasil se manifestem logo nas primeiras horas após o anúncio do resultado oficial. A ideia é que todas avalizem formalmente a segurança das urnas eletrônicas e a lisura da apuração. Moraes quer usar o peso de algumas dessas organizações para contra por eventuais suspeições de fraude eleitoral que poderão ser levantadas já na noite de domingo, dependendo do placar final da disputa pela Presidência da República.
A voz de maior força nesse sentido viria da OEA (Organização dos Estados Americanos). A delegação da entidade que acompanhará in loco a votação de domingo será chefiada pelo diplomata Rubén Ramírez Lescano, ex-chanceler do Paraguai. No TSE, outro aval visto como importante é o da União Interamericana de Organismo Eleitorais (Uniore). A entidade é composta por órgãos eleitorais de 30 países das Américas.
As tratativas com a OEA e outras organizações internacionais são cercadas de cuidados no TSE, mais precisamente no gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Em contato com o RR, a Corte não se pronunciou especificamente sobre as conversações que vêm sendo conduzidas para o pronto aval dessas entidades ao resultado do pleito e à segurança do processo. Em nota, o TSE apenas confirmou que sete instituições externas atuarão como observadores nas eleições.
O próprio número já dá uma dimensão do espectro de articulações conduzidas por Alexandre de Moraes no exterior. As eleições presidenciais de 2018 contaram com apenas um observador internacional: a própria OEA. Além da Organização dos Estados Americanos, em nota o TSE informou ao RR que o Parlamento do Mercosul (Parlasul) e a Rede Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) também atuarão no pleito. De acordo com a Corte, há ainda “tratativas finais para a vinda de representantes das organizações norte-americanas Carter Center e International Foundation for Electoral Systems (Ifes); da Unión Interamericana de Organismos Electorales (Uniore); e da Rede Mundial de Justiça Eleitoral.”
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Assessores de Lula na área de política externa, notadamente o ex-chanceler Celso Amorim, têm mantido conversações com representantes diplomáticos da União Europeia. A interlocução se dá, principalmente, por intermédio do embaixador da UE no Brasil, Ignacio Ybáñez. A exemplo do recente contato com representantes do Departamento de Estado norte-americano, as tratativas passam por um ponto central: assegurar o imediato reconhecimento da União Europeia ao resultado das eleições no próximo domingo, notadamente caso Lula encerre a disputa já no primeiro turno. Ybáñez já fez declarações públicas enfatizando que o resultado do pleito no Brasil deve ser respeitado.
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Lula tem feito alguns contatos pessoais com sua rede de estadistas e personalidades internacionais para que se manifestem após a apuração, caso o petista confirme a vitória em primeiro turno. A preocupação do ex-presidente é construir um leque de apoios de forte repercussão, para dissuadir a sempre temida resistência de Jair Bolsonaro aos resultados das urnas.
A ala política do governo e os próprios filhos de Jair Bolsonaro debitam na conta de Paulo Guedes um erro de timing grosseiro. O entorno de Bolsonaro atribui a Guedes a excessiva demora para a fixação do teto de juros dos empréstimos consignados a beneficiários do Auxílio Brasil. O entendimento é que o ministro da Economia e sua equipe dormiram no ponto e cometeram uma falha grave, tanto do ponto de vista da política econômica quanto, sobretudo, da política-política. A Portaria, com o limite de juros de 3,5%, foi publicada somente na terça-feira, a apenas cinco dias das eleições. Ou seja: Bolsonaro praticamente não terá tempo algum para capitalizar a medida, tratada no comitê de campanha como um valioso ativo eleitoral – ver RR do dia 16 de agosto. Nessa mesma edição, a newsletter já alertava que os bancos não emprestariam dinheiro sem a definição de um teto de juros. E não emprestaram mesmo. O teto veio. Mas, para Bolsonaro, talvez tarde demais.
Fundos investidores da Buser estariam articulando um novo aporte na startup de viagens de ônibus. O SoftBank, com prejuízos bilionários, deve ficar de fora.
Após mergulhar na área de saneamento, a Equatorial Energia estuda entrar na distribuição de gás. O alvo é a ESGás. Vibra Energia e o capixaba querem vender a companhia.
Mais um sinal do poder de Alexandre de Moraes, presidente do TSE. O corregedor-geral eleitoral, Benedito Gonçalves, têm atuado nos bastidores na maior sintonia com Moraes. Foi assim na recente decisão da Corregedoria de proibir Jair Bolsonaro de fazer lives de caráter eleitoral dentro de prédios públicos, como os Palácios do Planalto e Alvorada. E será assim até o fim das eleições.
O RR apurou que o senador Luis Carlos Heinze, quarto lugar nas pesquisas, deve anunciar já no domingo seu apoio a Onyx Lorenzoni no segundo turno das eleições ao governo gaúcho. A costura teve participação direta do próprio Jair Bolsonaro.
Romeu Zema planeja criar uma Secretaria de Desestatizações e Concessões em seu eventual segundo mandato. A pule de dez para o cargo é o empresário Salim Mattar, que já ocupou função similar no governo Bolsonaro e atua como uma espécie de consultor de Zema na área de privatizações.
A balança comercial agradece: o Brasil deve fechar o ano com um recorde histórico de quase US$ 2 bilhões em exportações de tabaco – em 2021, a cifra foi de US$ 1,4 bilhões. Bélgica e China serão os maiores compradores.
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