Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Biodiesel bilateral

3/10/2022
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No mercado de energia, corre a informação de que a estatal boliviana YPFB está em busca de um sócio brasileiro para a construção de uma usina de biodiesel em Santa Cruz de la Sierra. O projeto está orçado em quase US$ 400 milhões. Há um isca para os potenciais parceiros: a própria YPFB garantirá o fornecimento de gás para a planta industrial.

#YPFB

Novo fundo na praça 2

3/10/2022
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A Flourish Ventures, que abriu recentemente um escritório em São Paulo, vai investir pesado em startups da área de educação. O fundo é um potentado. Pertence ao francês Pierre Omidyar, fundador do eBay e dono de uma fortuna avaliada em mais de US$ 10 bilhões.

#Flourish Ventures #Pierre Omidyar

Quando não é o orçamento…

3/10/2022
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A ciência no Brasil sofre ataques de todos os lados. Até dos símios. O RR teve a informação de que macacos invadiram uma plantação de milho da Syngenta em Rio Verde (GO), danificando uma área expressiva. No local, a multinacional de origem suíça mantém uma área de pesquisa e desenvolvimento de sementes transgênicas do cereal.

#Syngenta

Debêntures da Dutra

3/10/2022
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A CCR estuda uma emissão de debêntures incentivadas para financiar investimentos na Via Dutra. O novo contrato de concessão, assinado em março, prevê aportes de R$ 14 bilhões ao longo dos próximos 30 anos.

#CCR

Privatização vai para o estoque

3/10/2022
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Mesmo com o aval do TCU, a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) já jogou a toalha em relação à privatização da Ceasa Minas ainda neste ano. O leilão dos três lotes, com valor mínimo total de R$ 500 milhões, deve ficar para 2023.

#PPI #TCU

“Embrapa do hidrogênio” entra no radar de Lula

30/09/2022
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Empresas do setor de energia encaminharam ao comitê responsável pelo programa econômico de Lula uma proposta que visa acelerar a transformação do Brasil em uma potência da geração renovável. A ideia que circula entre os assessores do ex-presidente é a criação de uma espécie de “Embrapa do hidrogênio”. Ou seja: uma empresa pública da área de pesquisa dedicada ao desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de hidrogênio verde, em parceria como a iniciativa privada. Se a Embrapa surgiu em 1973, em pleno governo militar, para garantir um modelo de agricultura e pecuária “genuinamente tropical”, caberia a essa estatal criar soluções para o aproveitamento das notórias potencialidades do Brasil para o setor.   

Um exemplo: hoje existem pesquisas no país para a produção de hidrogênio verde a partir da vinhaça, um resíduo proveniente do etanol. Essa “escória” sucroalcooleira é puro ouro para o setor energético: sua composição tem 95% de água. Basicamente, o hidrogênio verde é obtido a partir da quebra das moléculas da água por meio de um processo chamado eletrólise. A eletricidade necessária para essa transformação vem de fontes renováveis, como solar e eólica. O Brasil tem sol, tem vento e tem muita cana de açúcar. A cada litro de etanol – o país produz 28 bilhões de litros do biocombustível por ano – são obtidos dez litros de vinhaça. Os estudos em torno dessa técnica vêm sendo conduzidos pela USP e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em parceria com o Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), financiado pela Fapesp e pela Shell. A existência de uma “Embrapa do hidrogênio” teria o potencial de acelerar o desenvolvimento dessa e eventualmente de outras tecnologias.  

Até o momento, Lula tem sido razoavelmente econômico nas menções aos seus planos para a área de energia. Algumas das poucas citações ao tema têm sido feitas por Mauricio Tolmasquim, que ocupou cargos no Ministério de Minas e Energia no governo do petista e é um de seus principais assessores para o setor. Sem entrar em detalhes, Tolmasquim já afirmou que os planos de Lula passam pela construção de hidrelétricas de menor porte e usinas solares e eólicas. A proposta de criação da Embrapa do “hidrogênio verde” daria uma voltagem bem maior ao plano de governo do petista. Até porque os investimentos nessa matriz energética do futuro, fundamental para a transição para uma economia de baixo carbono, ainda são incipientes perto do potencial que se enxerga para o Brasil.  

Ainda assim, alguns projetos de porte já estão no pipeline. A Unigel vai investir cerca de US$ 120 milhões em uma planta na cidade de Camaçari (BA). A AES assinou um pré-contrato com o Porto de Pecém (CE) para instalar no local um hub de produção de hidrogênio verde com capacidade de até 2 GW. A australiana Fortescue também assinou um memorando de entendimentos com o governo do Ceará para investir US$ 6 bilhões em uma usina no mesmo complexo portuário. Há ainda a expectativa pela vinda de grandes fundos internacionais ESG. É o caso do VH Global Sustainable Energy Oportunities. O RR apurou que os ingleses querem se associar a projetos de hidrogênio verde no país. O VH Global, por sinal, já deu um primeiro passo em energia renovável no país: em parceria com a Paraty Energia, comprou a hidrelétrica Mascarenhas, até então pertencente à EDP.  

#Energia #Lula #Ministério de Minas e Energia #Unigel

“Pré-Vento” também sopra forte no programa do PT

30/09/2022
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Os estudos conduzidos pela equipe de Lula na área de energia renovável passam também pela geração eólica. A ideia é lançar um plano de ações logo no início do mandato com o objetivo de estimular a instalação de usinas offshore. O ponto de partida seria a criação de uma estatal específica para o segmento, que ficaria pendurada no Ministério de Minas e Energia (MME).

Guardadas as devidas proporções, seria um modelo similar ao da PPSA (Pré-sal Petróleo), instituída no governo Dilma. A premissa é que, a exemplo do pré-sal, o “Pré-Vento” é um ativo precioso, capaz de atrair forte investimento estrangeiro. Assim como no caso do hidrogênio verde, diversos grupos já sinalizaram interesse em entrar no negócio, entre os quais EDF, Prumo Logística, Shell, Equinor e NeoEnergia.

Só no Rio de Janeiro há nove projetos em análise no Ibama, com investimentos previstos de R$ 85 bilhões. Se eleito, Lula vai pegar um quebra-cabeças com várias peças faltando. Não obstante o Decreto 10.946/2022, que deu início ao marco regulatório das eólicas offshore, ainda não há regulamentação específica para a cessão das áreas. Ao menos duas minutas de Portarias sobre o tema estão em análise no MME, mas é pouco provável que saiam ainda neste ano. Não se sabe também qual será o modelo de concessão e muito menos os critérios para o cálculo dos valores que os investidores terão de pagar à União.

#Lula #Ministério de Minas e Energia #NeoEnergia #Prumo Logística #Shell

TSE reforça sua blindagem cibernética

30/09/2022
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O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, não quer dar margem a qualquer teoria da conspiração. Os funcionários da Corte foram orientados a não acessar sites na Internet, no fim de semana, que não diretamente relacionadas ao exercício de suas  funções. O objetivo é evitar ao máximo qualquer possibilidade de um malware invadir a rede do Tribunal. É o hedge do hedge, uma vez que o sistema de votação e apuração eletrônica funciona completamente à parte. Mas a “simples” queda de uma página na home do TSE já será suficiente para alimentar as piores ilações

#Alexandre de Moraes #TSE

Sala de aula

30/09/2022
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A gestora inglesa Cape Ann, acionista da Ser Educacional, estaria aumentando sua posição na empresa com seguidas ordens de compra em bolsa. Nos últimos cinco pregões, a cotação da companhia acumula alta de 8%

#Ser Educacional

Esse trem vai sair?

30/09/2022
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Entreouvido pelo RR no BNDES: a espanhola Acciona teria interesse na privatização da CBTU-MG e do metrô na Grande Belo Horizonte. O leilão está marcado para o apagar das luzes de 2022 – e talvez do governo Bolsonaro: 22 de dezembro

#BNDES

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