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Sem Amaggi, Inpasa enfrenta desconfiança sobre fôlego para novos projetos
No mercado, a percepção é que, mais cedo ou mais tarde, a Inpasa terá de buscar um novo parceiro para executar seu audacioso plano de investimentos em etanol de milho. Ou seja: alguém para ocupar o espaço deixado pela Amaggi. Os dois grupos chegaram a anunciar um acordo para a construção conjunta de usinas, mas repentinamente a aliança foi desfeita – uma ruptura ainda envolta em brumas. Não obstante a solidez financeira da Inpasa, há dúvidas em relação à capacidade da empresa de tocar, sozinha, os projetos já anunciados, entre os quais a instalação de uma usina em Rio Verde (GO), orçada em R$ 2,4 bilhões. Os questionamentos vêm, inclusive, de agências de classificação de risco. Mesmo após ter elevado o rating da Inpasa para “AA-br”, em março, a Moody’s ressaltou em relatório que a posição de liquidez da companhia “ainda é limitada, com perfil de dívida concentrado no curto prazo”. Enfatizou ainda que o caixa da Inpasa é baixo, “frente à dívida de curto prazo ajustada, R$ 600 milhões e R$ 5,4 bilhões ao final de 2024, respectivamente, e um cronograma de amortização pouco alongado”.
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