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A RD Saúde está fazendo jus ao nome. Corre no setor que a empresa, controlada pelas famílias Galvão, Pires Oliveira Dias e Pipponzi, está prospectando possibilidades de aquisição no varejo farmacêutico. O apetite por M&As se junta ao que promete ser um dos maiores ciclos de crescimento greenfield da sua história. A companhia, uma das maiores redes de drogarias do país, com receita superior a R$ 10 bilhões, anunciou o plano de abrir até 350 lojas em 2026. Por sinal, a RD Saúde ministrou uma alta dosagem de novidades no mercado. Além do plano de expansão praticamente sem precedentes, divulgou na semana passada o pagamento de R$ 250 milhões em dividendos. A reação do mercado aos dois fatos veio de forma arrítmica. De início, fundos de investimento atuaram de maneira mais intensa na ponta de venda, pressionando o papel. Nos últimos dois dias, no entanto, a ação teve uma ligeira alta de 2%. Trata-se de uma amostra de que a combinação “proventos + explosão de capex” tem gerado percepções distintas no mercado. De um lado, a possibilidade de um salto; do outro, a preocupação dos investidores com um eventual aumento do passivo para custear tamanho apetite por crescimento. Ressalte-se que a alavancagem baixa é, historicamente, uma das maiores demonstrações da solidez financeira do grupo: sua relação dívida líquida/Ebitda é de apenas 1,1 vez.
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