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Projeto Araxá se torna a âncora da St George em minérios estratégicos
O Brasil tornou-se o fiador dos planos de expansão da mineradora australiana St George Mining. A companhia vislumbra a possibilidade de novas captações em mercado, com operações combinadas de equity e debt, aproveitando-se do avanço do Projeto Araxá. A frente de exploração de nióbio em Minas Gerais ganhou fôlego redobrado com as recentes pesquisas geológicas, que ampliaram em 75% o volume estimado de recursos minerais na jazida, de 40 milhões de toneladas para 70 milhões de toneladas. O depósito reúne não apenas nióbio, mas também terras raras. Com a atualização das reservas, o empreendimento mineiro passa a concentrar a maior parte do valor geológico da companhia e tende a absorver parcela crescente dos investimentos previstos pela St George nos próximos anos.
O Projeto Araxá é o grande ativo da St George em todo o mundo – seu portfólio é composto ainda por minas de níquel, lítio e outros minerais estratégicos na Austrália. Na prática, o avanço da operação brasileira desloca o eixo da companhia para o país. No mercado, o que se diz é que novas rodadas de captação deverão acelerar o cronograma de desenvolvimento da mina e, sobretudo, planos de instalação de futuras unidades de processamento. Em 2025, a St George levantou o equivalente a R$ 255 milhões junto a fundos institucionais. Entre os principais acionistas da companhia estão a mineradora norte-americana Itafos, que detém cerca de 10% do capital, além da bilionária australiana Gina Rinehart, por meio da Hancock Prospecting.
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