Política de remuneração da CBF é campeã do mundo - Relatório Reservado

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Política de remuneração da CBF é campeã do mundo

  • 10/10/2025
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Quando o assunto é política de remuneração, a CBF deixa suas congêneres internacionais para trás na tabela de classificação. A bonança não se aplica apenas a Carlo Ancelotti, o treinador de seleções mais bem pago do mundo, conforme ranking divulgado ontem pelo jornal italiano “La Gazzetta dello Sport”. Segundo levantamento feito pelo RR, o presidente da entidade, Samir Xaud lidera entre os “chefes de Estado” das maiores federações internacionais do mundo. Com um salário bruto da ordem de R$ 380 mil/mês, Xaud recebe por ano o equivalente a US$ 1 milhão (contabilizando-se o 13º). Para efeito de comparação, o presidente da Federação Alemã de Futebol, Bernd Neuendorf, ganha aproximadamente US$ 266 mil por ano. Ignacio Alonso, à frente da Federação Uruguaia, soma rendimentos em torno de US$ 240 mil. Por sua vez, o nº 1 da Federação Italiana, Gabriele Gravina, embolsa por ano o correspondente a US$ 216 mil. Entre as entidades que publicam dados sobre remuneração, Xaud é superado apenas pelo CEO da Federação Inglesa, Mark Bullingham, que recebe US$ 1,7 milhão. Mas cabe a ressalva de que, ao contrário dos demais citados, Bullingham é um diretor-executivo e não o presidente da instituição, na maioria dos casos um cargo de contornos políticos. Em tempo: Carlo Ancelotti lidera o ranking salarial entre os técnicos de seleções não apenas em números absolutos, como mostrou “La Gazzetta dello Sport”, mas também em termos relativos. Seus rendimentos, em torno de 9,5 milhão de euros, correspondem a 3,4% do “PIB” da CBF, leia-se sua receita total. De acordo com levantamento do RR, o mais próximo é o treinador da seleção portuguesa, Roberto Martinez, cujo salário equivale a 3% do faturamento da Federação. Entre os demais integrantes do top ten, a remuneração média dos técnicos não passa de 1,8% das receitas de sua respectiva empregadora.

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