Pátria e Ig-Neous viram e reviram o passado da Infracommerce - Relatório Reservado

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Pátria e Ig-Neous viram e reviram o passado da Infracommerce

  • 19/08/2024
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A grave crise financeira da Infracommerce – revelada pelo Valor Econômico, na edição da última quinta-feira – é resultado de decisões estratégicas equivocadas e circunstâncias adversas da economia ou tem algum caroço debaixo desse angu? Essa é a pergunta que ecoa não apenas no mercado, mas entre os próprios sócios da plataforma de serviços logísticos. Há informações de que o Pátria Investimentos e a IG-Neous, os dois principais acionistas da Infracommerce, teriam iniciado uma investigação contábil e jurídica na empresa. As duas gestoras no creen en brujas, pero saben que las hay, las hay.

Pátria e IG-Neous querem destrinchar as práticas contábeis, além de negociações e contratos firmados até março deste ano. Na posição que ocupam e dado o zelo com que as duas gestoras costumam conduzir seus investimentos, estranho seria se fizessem o contrário. A linha de corte (março) demarca justamente o momento em que Pátria e IG-Neous se tornaram os maiores acionistas da Infracommerce. Cabe lembrar que bastou a dupla colocar o pé na empresa para o então CEO, Kai Schoppen, deixar o cargo por decisão unânime do board, dando lugar a Ivan Muria.
Um dos casos mais intrigantes é a aquisição da Synapcom. Conforme consta nos próprios demonstrativos financeiros da Infracommerce, a empresa foi comprada em 2021 por R$ 1,2 bilhão.
Dois anos depois, virou poeira. A Infracommerce lançou em balanço uma baixa de R$ 1 bilhão referente ao valor da Synapcom. No momento, além de cavoucar o passado, o outro grande desafio do novo management é concluir as negociações com os bancos credores para a repactuação de uma dívida de R$ 650 milhões. Esse passo é determinante para afastar o risco de uma recuperação extrajudicial. Ou coisa pior. Procurados, Infracommerce, Pátria e IG-Neous não se manifestaram.

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