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Andrade Gutierrez ameaça empurrar licitação em SP para a Justiça
11/02/2026O Palácio dos Bandeirantes teme a judicialização da licitação da Linha 19‑Celeste do Metrô de São Paulo, projeto estratégico para ampliar a malha metroviária entre Guarulhos e a capital. No entorno do governador Tarcísio de Freitas há informações de que a Andrade Gutierrez avalia recorrer à Justiça para impugnar os resultados das propostas dos lotes 2 e 3, ambos vencidos pela Odebrecht. A companhia questiona a habilitação dos consórcios encabeçados pela concorrente e aponta suposta irregularidade na composição de preços e falhas em documentos da proposta comercial. Por ora, a Andrade Gutierrez não tem sido muito feliz na sua argumentação. Já perdeu o primeiro round, no âmbito administrativo – seus recursos para embargar a licitação foram negados. Ainda assim, entre os assessores de Tarcísio, a preocupação é que uma disputa nos tribunais descarrile o cronograma de construção dos dois trechos. A Linha 19-Celeste prevê 17,6 km de extensão e 15 estações, dividida em três blocos de obras civis, sendo que os lotes 2 e 3 somam propostas de cerca de R$ 13,6 bilhões (aproximadamente R$ 6,7 bi e R$ 6,9 bi, respectivamente).
Cosan e Shell resistem a aportar dinheiro novo na Raízen
11/02/2026Entre os credores da Raízen, cresce a leitura de que Cosan e Shell estão esticando a corda da empresa para que ela arrebente. O rompimento em questão seria o pedido de recuperação judicial da companhia, que carrega dívidas de curto prazo de R$ 53 bilhões. A percepção dos bancos de que ambas manobram nessa direção se acentuou nos últimos dias, alimentada pela mudança de postura da dupla em relação à capitalização emergencial da Raízen. Segundo informações apuradas pelo RR, tanto Cosan quanto Shell têm se mostrado resistentes à ideia de colocar dinheiro novo na empresa. É como se estivessem lavando as mãos diante da grave situação financeira da Raízen, apostando no cenário do “Quanto pior, melhor”. O “melhor”, nesse caso, seria não injetar capital na companhia, deixando a bola de neve transcorrer seu curso montanha abaixo até a recuperação judicial. Em contato com o RR, a Shell disse que reconhece os “significativos desafios financeiros que a Raízen enfrenta atualmente” e que “continua trabalhando com as equipes de liderança da Raízen e da Cosan em apoio a medidas que visem a redução do endividamento”. Segundo o grupo anglo-holandês, a “prioridade é garantir que a Raízen identifique e busque soluções equilibradas e sustentáveis para a joint venture, os acionistas e as demais partes interessadas da empresa”. Perguntada especificamente se pretende ou não acompanhar um aporte de capital na Raízen e sobre a possibilidade de um pedido de recuperação judicial, a Shell não se manifestou. Também consultados, Raízen e Cosan não quiseram comentar o assunto.
Do lado da Cosan, também pressionada por um elevado passivo, de R$ 18 bilhões, a prioridade é salvar os próprios dedos – no fim do ano passado, o empresário Rubens Ometto já entregou alguns anéis ao BTG e à Perfin Investimentos, que lideraram a capitalização de R$ 10 bilhões da companhia sucroalcooleira. A Shell, por sua vez, tem reduzido globalmente sua exposição a negócios de baixo retorno estrutural e em segmentos downstream ou voltados diretamente ao consumidor, notadamente que exigem muito capex, têm margens estruturalmente comprimidas, não apresentam escala ou vantagem competitiva global e oferecem risco por conta de elevada alavancagem e alto custo de financiamento. A Raízen gabarita todas essas variáveis.
As tratativas para o aporte de capital na Raízen se arrastam desde novembro do ano passado. As cifras sobre a mesa giram em torno de R$ 10 bilhões – ainda que algumas instituições financeiras, caso do JP Morgan, calculem que, por baixo, a companhia precisa de R$ 18 bilhões para reduzir sua alavancagem a níveis palatáveis. Além da Cosan e da Shell, a operação envolve também a entrada do próprio BTG no capital – conforme o RR antecipou. O recuo dos dois acionistas controladores traz um fato novo e quebra a engrenagem inicialmente idealizada para a operação. Nesse cenário, o aporte só sairia do papel se o BTG e eventualmente outros parceiros viessem a preencher a lacuna deixada por Cosan e Shell, diluindo a participação de ambas no capital. Pode ser que sim, pode ser que não, em meio ao mosaico de conjecturas que cercam a Raízen neste momento. O fato é que há uma recente sequência de movimentos da companhia que, aos olhos dos credores, soam como aproximações sucessivas de uma recuperação judicial. Recentemente, a Raízen contratou a Alvarez & Marsal, consultoria que é sinônimo de RJ. Na última segunda-feira, anunciou também a Rothschild & Co. como assessora financeira no processo de reestruturação da dívida.
“Liquidação” de ações antecipa decepção com o balanço do BB
11/02/2026No fim da tarde de ontem, em um movimento quase sincronizado, investidores institucionais descarregaram ações do Banco do Brasil, pressionando a cotação do papel. Segundo informações que circularam à boca miúda, o JP Morgan teria sido um dos principais puxadores das operações de venda. O movimento refletiu o pessimismo do mercado em relação aos resultados do BB em 2025, que serão divulgados hoje. Há estimativas de que a última linha do balanço mostrará uma queda de mais de 50% em relação ao lucro de 2024 (R$ 37,8 bilhões). O BB sofre os efeitos do aumento do risco de crédito e da inadimplência, sobretudo, no agronegócio. A instituição financeira é credora de quase todos os grandes grupos do setor que entraram em recuperação judicial, a exemplo da Agrogalaxy e do Grupo Formoso. O agronegócio é o maior segmento na carteira de crédito do BB – responde por mais de um terço. Quando vai bem, é sinônimo de resultados férteis para o banco. Quando vai mal, espalha algumas ervas daninhas no balanço da instituição financeira.
Zema insinua sabotagem do Planalto contra concessões rodoviárias em Minas
11/02/2026A política está deixando marcas de freadas nas estradas mineiras. Nos bastidores, Romeu Zema acusa o governo federal de manobrar a Associação Mineira de Municípios (AMM) contra o programa de concessões rodoviárias do estado. Na semana passada, a AMM entrou com uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para barrar o leilão do lote rodoviário Noroeste, anunciado por Zema 15 dias antes – o pacote soma cerca de 767 quilômetros de estradas e prevê investimentos de R$ 4,7 bilhões. A alegação é que o governo mineiro jogou dentro do balaio da licitação trechos de rodovias federais sem a devida formalização de transferência de competência da União. O ponto central da controvérsia envolve vias como a BR-365, cuja gestão é vinculada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). No governo Zema, porém, a avaliação é de que prefeitos estão se deixando instrumentalizar politicamente em favor do governo Lula. Assessores do governador rebatem a AMM dizendo que a estruturação do lote Noroeste foi autorizada pelo Ministério dos Transportes e conduzida com o apoio técnico do BNDES.
The Simple Gym acelera expansão e mira entrada em São Paulo
11/02/2026A The Simple Gym vai anabolizar sua presença no mercado de fitness. Coqueluche entre influenciadores nas redes sociais, a startup carioca planeja abrir até três academias no Rio de Janeiro ao longo de 2026, duplicando o número de unidades. A ideia é ganhar musculatura para o passo seguinte: a entrada em São Paulo. O que se ouve no mercado é que esse movimento pode ser acompanhado de um novo aporte de capital. Entre os seus investidores, a figura principal é Rony Meisler, fundador da Reserva. Meisler aportou recursos na The Simple Gym no ano passado, por meio da Rebel Ventures, seu fundo de venture capital que tem como foco marcas do setor de saúde e de bem-estar. Para além do dinheiro que já colocou no negócio – e do que ainda deve colocar -, o empresário tem atuado como uma espécie de mentor estratégico da companhia, ajudando a calibrar posicionamento, crescimento orgânico e disciplina de execução — algo considerado crucial em um setor conhecido por queimar caixa como quem queima caloria na esteira.