Arquivo Notícias - Página 283 de 1966 - Relatório Reservado

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Brasil é a aposta da GM Argentina para reduzir seus estoques

25/03/2025
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A fábrica da General Motors em Alvear, na Argentina, responsável por abastecer o mercado brasileiro com o Chevrolet Tracker, vai paralisar a produção nesta semana. A informação já circula em revendas da GM no Brasil. A decisão da montadora se deve ao excesso de estoques do SUV na unidade argentina, por conta da queda das vendas locais e das exportações para outros países da América do Sul. No frigir dos ovos, a operação brasileira deverá sair ganhando. A tendência é que a GM da Argentina aumente as exportações para o Brasil, no embalo do aumento da demanda pelo veículo. O Tracker foi o segundo SUV mais vendido no país em 2024 e, nos dois primeiros meses do ano, já assumiu a dianteira no segmento.

#Argentina #General Motors #Indústria Automobilística

Antes da Cemig e da Copasa, Zema tenta vender Loteria Mineira

25/03/2025
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O governo Zema pretende retomar o processo de concessão da Loteria Mineira, um dos produtos da estatal LEMG (Loterias do Estado de Minas Gerais). Talvez seja mais fácil do que privatizar a Cemig e a Copasa. Talvez. No ano passado, o governo mineiro ensaiou a transferência da operação para a iniciativa privada, mas a licitação acabou cancelada. O problema é a concorrência com outro ente subnacional, a Prefeitura de Belo Horizonte, que decidiu lançar seu próprio concurso lotérico. Inicialmente, o edital de concessão da Loteria Mineira estabelecia exclusividade em todo o estado. Se bem que, mais de um ano e meio após a provação da lei que permitiu à Prefeitura criar sua própria loteria, o projeto ainda não saiu do papel.

#Loteria Mineira #Romeu Zema

Gestão Lula planeja choque de governança para deixar de ser “o último a saber”

25/03/2025
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A nova ministra da Articulação Política, Gleisi Hoffmann, recebeu sua primeira grande missão: coordenar um minucioso levantamento dos principais projetos em curso em todos os ministérios da gestão Lula. Gleisi assume a tarefa de braços dados com o chefe da Casa Civil, Rui Costa. Todos os ministros terão de prestar contas do que está andando e do que está parado. A ideia é colocar ordem na casa, uma casa, diga-se de passagem, desorganizada e pouco funcional.
Esse inventário permitirá ao governo verificar que programas estão atrasados ou sequer começaram a ser executados, identificar as razões do retardo e consequentemente buscar as soluções necessárias para destravar as ações. Até para que o Palácio do Planalto saiba a quem cobrar. A perquirição permitirá também mapear os riscos potenciais em cada área.
Sob certo aspecto, o que está em pauta é a necessidade de uma guinada na governança. Não deixa de ser um exercício de mea culpa de uma gestão que prefere apontar o dedo para os outros a se olhar no espelho. A tarefa entregue a Gleisi Hoffmann parte do diagnóstico interno de que este é um governo reativo, que espera o incêndio acontecer para só depois comprar extintores.
A crise dos preços dos ovos é um exemplo didático desse complexo de “último a saber”. A inflação dos alimentos vem de há muito. O ministro Carlos Fávaro e sua equipe estavam carecas de ter conhecimento de que havia uma escassez de oferta no mercado nos primeiros meses do ano. Mesmo assim, o governo nada fez.
Pesquisas encomendadas pela Secom identificaram que dificilmente a popularidade do presidente Lula vai reagir com essa postura complacente do governo, de esperar os problemas ocorrerem para, então, buscar as medidas corretivas. Mesmo porque qualquer iniciativa tem um período de inércia até que seus efeitos comecem a ser percebidos pela população. E tempo é um ativo de que Lula não dispõe em excesso.
A areia começará a cair de forma cada vez mais rápida na ampulheta eleitoral. 2026 é logo ali. Por isso mesmo, a ordem é que esse mapeamento dos riscos em cada área e dos programas ministeriais se dê com a maior brevidade possível para que as ações necessárias sejam implementadas ainda neste ano. É um diagnóstico comum no gabinete presidencial que Lula precisa ter novos projetos, bem distintos dos que propiciaram três grandes vitórias eleitorais, mas já deram o que tinham de dar.
Colocar mais um monte de dinheiro no Minha Casa, Minha Vida, na cesta básica ou em outras iniciativas de políticas assistencialistas já não tem o drive de impulsionar a popularidade do presidente. São colaborações que o eleitor considera como pertencidas, algo que já lhe é de direito. Sem nova e luzidia matéria-prima, Lula não conseguirá manufaturar o seu discurso. E só terá as bravatas, repetições, ainda que vitaminadas, do que foi feito e a pancadaria no lombo da concorrência, além, é claro, da venda da sua imagem.
Faltam imaginação e força. E o marqueteiro Sidônio Palmeira, chefe da Secom, precisa de ingredientes, ou seja, de fatos para trabalhar.

#Gleisi Hoffman #Lula

Dexco elege como prioridade reduzir a pressão de sua dívida

25/03/2025
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A Dexco, leia-se Itaúsa, vai apertar os cintos em 2025. O ciclo de grandes investimentos – como a construção da fábrica de celulose solúvel, em Indianópolis (MG), ao custo de US$ 1,4 bilhão – parece ter chegado ao fim. A ordem para este ano é preservar o máximo possível do caixa e reduzir o desconfortável nível de alavancagem.

A relação dívida líquida/Ebitda fechou o ano de 2024 em três vezes, um sarrafo elevado para os padrões conservadores da companhia. No fim de 2021, por exemplo, a relação era de um para um. Entre os dirigentes da Dexco, há o entendimento de que é preciso dar ao mercado demonstrações mais firmes de compromisso com o aumento da geração de caixa e dos resultados.

Mesmo após importantes ajustes, como a venda da fabricante de chuveiros Corona e de 50% da sua subsidiária de ativos florestais, o papel segue sendo penalizado pelos investidores. Nos últimos seis meses, a companhia dos Setubal perdeu 30% do seu valor de mercado. Procurada, a Dexco não se pronunciou.

#Dexco

O “imperador” Skaf pavimenta seu caminho ao comando da Fiesp

25/03/2025
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O processo sucessório da Fiesp tem tudo para ser um samba de uma nota só. Uma nota velha, ressalte-se. A tendência é que apenas o ex-presidente Paulo Skaf registre chapa para a sucessão de Josué Gomes da Silva – as inscrições terminam em 7 de abril. Skaf não faz por menos. Diz a quem quiser ouvir que já tem o apoio de mais de 90% do colégio eleitoral, ou seja, dos sindicatos patronais reunidos sob a égide da Fiesp. A se confirmar, Skaf, o industrial sem indústria, voltará ao comando da entidade quase que por aclamação, como sempre almejou. E o governo Lula passará a ter um opositor a falar pelo empresariado paulista.

#Fiesp

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